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«Foi a mais aguerrida, sistemática e bem estruturada entrevista feita até hoje a este primeiro-ministro. Ainda assim, Sócrates aguentou-se. Contrariado, por vezes agastado, mas aguentou-se.»
Daniel Oliveira, Arrastão.
Luís Fazenda escreveu recentemente um texto «teórico» sobre as «convergências de esquerda». Quem conhece estas «histórias» até ao tutano, percebe facilmente que o dirigente do BE apenas se limitou a copiar, sem pinga de acrescento, os argumentos que usava há 30 e tal anos. Só substituiu no texto em questão «partido comunista» por «partido socialista». Há 30 e tal anos, enquanto «comunista», queria ocupar o espaço do comunismo invocando para tal a traição aos ideais comunistas do PCP. E, por isso, esteve na «refundação» do PCP (r), cujo destino foi o que conhecemos. Hoje, repete a «tese», tal e qual, mas enquanto defensor do «ideal socialista»: quer «refundar» a social-democracia, já que o PS traiu os ideais socialistas a partir dos anos 80, resvalando «para as concepções neoliberais da burguesia conservadora». Este é o discurso – um discurso passadista - dos marxistas-leninistas dentro do BE. Os trotskistas, liderados por Louçã, olham para a «refundação» da social-democracia de outro modo, como de outro modo ainda olha o «grupo» que tomou a hóstia de Brejnev , liderado por Miguel Portas. A esta salada russa só lhe faltava mesmo acrescentar a «voz de Argel». Tratam-se apenas de experiências dimitrovianas inconsequentes, sem pinga de Marx, sem pinga de nada.