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Há quem julgue que já não há tempo para reflectir
Na noite sem veias
E caminhe de encontro a um muro negro
Há quem tenha perdido a sensação do intacto
E procure ainda uma lâmpada mas as lâmpadas
extinguiram-se
há quem se decida a não esperar a não ouvir a não chamar
(António Ramos Rosa, Gravitações, Lisboa, 1983)
Hoje, na Assírio & Alvim, no Espaço Pessoa & Companhia (no Largo S. Carlos, em Lisboa), das 12h00 às 22h00, todos os livros de poesia terão um desconto de 50% sobre o preço de catálogo.
O El País está a publicar, desde 23 de Novembro, uma colecção de poesia dedicada aos grandes poetas de língua espanhola do século XX. Em Maio do próximo ano iria publicar uma colectânea do nicaraguense Carlos Martínez Rivas (1924-1998). Todos os livros desta colecção, dirigida por José Manuel Caballero Bonald, são prefaciados. Para prefaciar a colectânea do poeta nicaraguense, o editor escolheu o escritor Sergio Ramírez (Manágua, 1942). O governo nicaraguense, chefiado por Daniel Ortega, através do Instituto Nicaraguense de Cultura, depositário dos direitos de autor de Carlos Martínez Rivas, vetou o nome do escritor escolhido para parafrasear a obra. Naturalmente, o diário espanhol decidiu não publicar a colectânea de poesia do poeta nicaraguense. Alguns escritores, entre eles Gabriel García Márquez, Carlos Fuentes, Fernando Savater y Gonzalo Celorio, presentes na Feira do Livro de Guadalajara, assinaram um comunicado de apoio à decisão de El País, onde se lê: «Ningún gobierno puede arrogarse la potestad de vetar o prohibir la palabra de un escritor, y un acto semejante no puede calificarse sino de totalitário».
PS: Eles falam em alhos e pensam que lhe respondemos em bugalhos, só porque não entendem o que é a liberdade e a democracia.