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Alguns leitores anónimos – militantes do PCP - indignaram-se, através de e-mail que me endereçaram, com estas poucas linhas que aqui escrevi sobre a superioridade moral da democracia. Para além de uma ou outra ofensa desqualificada própria de quem se esconde debaixo da manta do anonimato, os argumentos são, fundamentalmente, dois. Primeiro, o autor destas linhas é um «anti-comunista primário», pessoa ignorante e de má-fé, a quem não se deve dar a menor importância. Mas, não vá o diabo tecê-las, o melhor é responder-lhe (sempre que lhes tocam no fundo, na sua natureza totalitária, eles não se contêm) . Segundo, a personagem – escrevem – é tão ignorante e iletrado que nem sabe ler as teses do PCP, sobretudo onde se diz que a «democracia política, embora intimamente articulada com a democracia económica, social e cultural, possui um valor intrínseco pelo que é necessário salvaguardá-la e assegurá-la como elemento integrante e inalienável da sociedade portuguesa.»
Ora, não passará pelas «cabecinhas pensadoras» dos meus interlocutores que a «democracia política» defendida nas teses do PCP só pode ser interpretada à luz do projecto de sociedade que as próprias teses defendem (para além da revolução de Outubro, a qual se esfumou estrondosamente), a saber:
Não consta que nos regimes mencionados se realizem congressos de partidos da oposição. A «democracia política» nas teses do PCP tem o rabo de fora. Repito, os congressos partidários, incluindo o do PCP, como sinal vital de liberdade e democracia, são o símbolo da superioridade moral dos regimes democráticos.