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O novo projecto do Ministério das Finanças vai desenvolver-se sobre o lema: ainda não cometeste nenhum crime fiscal, mas nós suspeitamos que um dia vais cometer.
Jorge Bacelar Gouveia, presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações, em entrevista à Lusa, disse: «Podemos discutir estes assuntos e convencer os cidadãos de que a possibilidade de escutas telefónicas devidamente controladas, é um meio inestimável de aumentar a eficácia dos serviços [de informações] e de proteger a segurança dos cidadãos».
Estas coisas começam sempre em nome da segurança. Depois? Depois, é tarde.
Sucessivos choques tecnológicos vão desfazendo, aos poucos, a liberdade. Um dia destes acordamos numa democracia electrónica: um chip no cartão de eleitor informará se és um bom cidadão – se tens os impostos e as prestações da casa em dia, se a inspecção ao carro foi feita a tempo e horas, se nunca tiveste problemas com a ASAE, se… e, em consequência, se tens direito a voto. Depois? Depois, é tarde.
