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Vladimir Putin, numa entrevista à CNN, disse: «Suspeito que alguém nos EUA criou especialmente este conflito com o objectivo de tornar a situação mais tensa e criar espaço para que um dos candidatos às presidenciais de Outubro ganhe vantagem sobre o outro». Apesar da condenável resposta russa, este argumento não é displicente.
A Rússia reconheceu a independência das regiões georgianas separatistas da Ossétia do Sul e Abkházia. O «Ocidente» não gostou. E protestou. Baixinho, mas protestou. Medvedev, o Presidente russo, respondeu de imediato aos protestos: «Não temos medo de nada e isso inclui uma Guerra Fria». Por sua vez, o representante russo na Nato aumentou a parada, ao afirmar que a atmosfera política na Europa «recorda os tempos que antecederam a I Guerra Mundial». Repito: há no ar, nestas coisas dos impérios, acumulações quantitativas que vão dar mudanças qualitativas. É só esperar mais um pouco.
O aventureiro Bush, com a invasão do Iraque e outros desmandos, internos e externos, colocou os EUA de cócoras: já nem pode com um gato pelo rabo. A EU assemelha-se a um clube recreativo sem poder para mandar um cego cantar. A China e a Rússia estão a tomar conta da «situação» e, concertadamente, dividem tarefas. O Irão, e outros figurantes, fazem as manobras de diversão próprias dos peões de brega. Há no ar, nestas coisas dos impérios, acumulações quantitativas que vão dar mudanças qualitativas. É só esperar mais um pouco.