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Reynolds Price, escritor e professor universitário, autor da Introdução aos Contos Completos, de Truman Capot (Sextante Editora, 2008), escreve: «a América nunca foi um país de leitores» de ficção literária. Quem não soubesse isso de fonte limpa, pelo menos adivinhava. E acrescenta que, no século XX, «apenas dois notáveis ficcionistas lograram penetrar na maior parte dos lares americanos – Ernest Hemingway e Truman Capot». Ambos chegavam através das revistas Life, Look ou Esquire. Ora, quer Hemingway, quer Capot, não eram exactamente a respeitável Corín Tellado. Nenhum dos dois, cada um à sua maneira, «encarnava» o «espírito» e a «ambição» da classe média norte-americana. Aliás, cada um deles se suicidou, também, à sua maneira: um com uma bala na cabeça; outro com álcool e drogas. No entanto, a acreditar em Reynolds Price, foram os únicos ficcionista que «penetraram na maior parte dos lares norte-americanos». Será que Obama está a beneficiar de um efeito ao retardador?