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A entrevista de José Sócrates, hoje, na SIC, a Ricardo Costa e Gomes Ferreira, foi um bom momento para o primeiro-ministro e para os entrevistadores. José Sócrates fez passar a sua mensagem de forma convincente, enquanto os entrevistadores foram de uma acutilância a roçar o debate. Dois momentos altos: o primeiro, quando Gomes Ferreira duvidou do interesse do investimento público em auto-estradas. Sócrates explicou que tinham sido adjudicados 600 km de auto-estradas, a maior parte dos quais no distrito de Bragança e entre Viseu e Coimbra, interrogando o jornalista: está contra? Gomes Ferreira, atrapalhado, disse que concordava; o segundo, de Ricardo Costa ao interrompeu Sócrates quando este explicava o investimento em energias alternativas, hídricas e eólicas, com o objectivo de diminuir o endividamento externo. O entrevistado disse: deixe-me acabar, ao que o entrevistador respondeu: não, porque vai estar a falar sobre ventoinhas até à meia-noite.
Se encontrasse o génio da lâmpada e este lhe concedesse três desejos, o que pediria?
«O primeiro desejo era que George Bush voltasse a ser o alcoólico que era antes. Porque como presidente ele é uma besta. O segundo desejo seria que aparecesse aí uma nuvem de inteligência, porque falta inteligência, sobretudo entre a classe política. E o último seria para abandonarmos uma série de mitos perigosíssimos que existem, como o mito da sorte. Há muitos jovens que acreditam que não vale a pena esforçarem-se por ser um bom mecânico ou dentista ou outra coisa. Para quê? Se tiver sorte poderá ser um bom milionário. Há escritores que não estão interessados na literatura, escrevem apenas para entrar nesse jet-set. Vê-se nas revistas do coração: o famoso escritor fulano de tal abre a porta de sua casa. Porquê? Eu não nasci para isto.»
Entrevista a Luís Sepúlveda, DN, 25.10.09