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Hoje no Público, André Freire dá conta do perfil das correntes «esquerdistas» na Europa, segundo Luck March, após a queda do muro de Berlim. Numa primeira triagem, entre os 24 partidos alvos do estudo, March distingue entre partidos de «esquerda radical» (18) e de «extrema-esquerda» (6). O «nosso» Bloco de Esquerda está integrado no primeiro grupo. E neste grupo, o BE ficou arrumado no sub-grupo dos «socialistas democráticos». Trata-se de «esquerdistas radicais» que, na maior parte dos casos, abandonaram Marx e abraçaram a «agenda» da «nova esquerda» (feminismo, ambientalismo, democracia participativa, estilo de vida alternativos, etc.). Até aqui não há novidades, a não ser quando «eles» falam no «regresso a Marx» a propósito da actual «crise». Devem-se referir aos irmãos Marx. É a velha história: há anos atrás queriam ser os «verdadeiros comunistas»; agora querem ser os «verdadeiros socialistas». Daqui a umas décadas ainda hão-de querer ser os «verdadeiros democratas-cristãos».