
Lenine, durante o II Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo, em 1903, definiu o estatuto de militante do partido: aceitar o Programa; militar numa das organizações do partido;
e pagar as quotas. Ainda hoje, passado mais de um século,
o fantasma de Lenine paira sobre as eleições internas do PSD. A discussão sobre
o pagamento das quotas, condição essencial para exercer os direitos de militante, está na ordem do dia, como em 1903. Há um século esteve na origem da cisão entre bolcheviques e mencheviques. Hoje, no PSD, transformou-se numa questão essencial cujas consequências ainda não se advinham.
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Os dois candidatos à liderança do PSD, Luís Filipe Meneses e Marques Mendes, encontraram-se ontem num debate na SIC-Notícias. Entalados entre falar para os militantes do partido ou falar para país (o que pressupõe temáticas e linguagem diferentes) e arruinarem (ainda mais) ou não a imagem do partido (o que evitou, de parte a parte, a frontalidade que seria entendida com «lavar de roupa suja»), não conseguiram ir além de uma conversa frouxa, sem chama. Aliás, aquele «esquema» do agora falo eu, agora falas tu, transforma qualquer debate em dois monólogos. António José Teixeira, comentando o debate, disse que o vencedor tinha sido José Sócrates. Talvez seja exagerado, mas não está longe da verdade.
[Adenda:
De mal a pior, do
Pedro Correia (Corta-fitas)]
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Na semana passada, antes do Conselho Nacional do CDS-PP, um ex-dirigente da direcção de Ribeiro e Castro, disse: «Vamos deixar Portas enterrar-se até ao fundo». Nesta matéria, no PSD, a oposição ao líder já não pode repetir a frase sem pagar direitos de autor.
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Leio o
Público de hoje e sou informado que “
Sectores cavaquistas do PSD deixam cair Marques Mendes da liderança do partido», concretizando as consequências, acrescenta o jornal: “
Dificilmente Marques Mendes conseguirá assegurar a sua reeleição à frente do PSD”. Folheio o
Diário Económico, também de hoje, e leio, com chamada de primeira página, que
outros sectores cavaquistas apoiam Marques Mendes: «
Relvas quer Mendes no PSD até 2009», e concretiza
:«
Alexandre Relvas, ex-director da campanha presidencial de Cavaco Silva, a quem chamou o seu “Mourinho”, coloca-se assim ao lado do actual líder do PSD, e defende que o partido deve dar o seu total apoio “para consolidar uma alternativa ao PS"» Uns para um lado, outros para outro. E Cavaco no meio, como sempre.
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Será que o silêncio de Santana Lopes tem a ver com
isto? Aguarda os dados que lhe permitam tomar uma decisão?
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Oiço a SIC Notícias e pasmo. Paula Teixeira da Cruz reuniu a comissão política concelhia de Lisboa do PSD nas instalações municipais onde funciona a Assembleia Municipal de Lisboa, no Fórum Roma. Na utilização deste espaço municipal para a reunião partidária usou, naturalmente, o seu estatuto de presidente da Assembleia Municipal. Inicialmente a reunião estava marcada para a Rua da Junqueira, na sede da dita concelhia, o local apropriado, onde à hora prevista a comunicação aguardava os «comissários». Paula Teixeira da Cruz trocou-lhes as voltas e, para isso, usou um espaço municipal. Vamos ver se o pessoal do costume, tão profícuo na critica aos abusos de poder, fica em silêncio.
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