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O Avante de ontem, pela pena de Anabela Fino, queixa-se amargamente da «manipulação histórica» do Ministério da Educação. Então não é que na Prova de História A, do 12º ano, «os infantes eram solicitados a identificar, a partir de textos escolhidos a preceito, «três das práticas políticas do estalinismo», podendo para o efeito escolher entre «controlo do aparelho partidário», «campanhas de depuração/purgas», «trabalhos forçados», «repressão policial» e «deportações». Afinal de que se queixa o Avante? A resposta era demasiado fácil: qualquer que fosse a escolha feita pelos alunos, acertavam sempre. Será que o Avante teme que os jovens pioneiros errem a resposta a este tipo de perguntas porque lhes contaram que o estalinismo foi a «democracia mais avançada do mundo»? «Isto» está pior que no tempo do fascismo: «é que nem o fascismo se atreveu a ir tão longe na manipulação da História como o faz este Governo dito socialista». É lindo! Que saudades que os comunistas têm desse tempo. Até Anabela Fino ainda sabe o hino da Mocidade Portuguesa de cor.

 

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publicado às 08:47

Esta noite, no Teatro da Trindade, há comício das «esquerdas». Manuel Alegre é cabeça de cartaz. Atrás do deputado socialista, à babuja, caminha o BE. Depois, segue a procissão de deserdados. O andor ficou recolhido na Igreja: o PCP tem o mérito de não alinhar em «caldeiradas» pequeno-burguesas.

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publicado às 07:08

«De facto, o que a bancada do PS propõe não é que se decida pela despenalização mas, sim, que se decida convocar um referendo, e o Sr. Deputado sabe que temos tido, coerentemente, uma posição contrária a essa via
Bernardino Soares (deputado do PCP, I Série – DAR, Número 014 20 de Outubro de 2006:)
(via Miguel Abrantes)

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publicado às 23:41

Coligações de esquerda [2]

por Tomás Vasques, em 11.09.07
A primeira e única experiência de coligação de esquerda em Portugal com significado político concretizou-se a nível autárquico, e ganhou a Câmara de Lisboa, em Dezembro de 1989. Esta coligação assentou no entendimento entre o PS e o PCP, apesar de «arrastar» outros pequenos partidos (sobretudo aqueles que vieram a constituir o BE). Na altura, também se escreveu, e muito, o mesmo que André Freire agora repete a propósito do entendimento PS-BE na Câmara de Lisboa: «Mas podemos também olhar para esta coligação como um ensaio que, se correr bem, poderá eventualmente ser replicado ao nível do país.» A experiência da primeira coligação de esquerda, em Lisboa, não vai neste sentido. Aliás, a meu ver, o entendimento entre o PS e o PCP só foi possível, em primeiro lugar, por ser a nível autárquico; em segundo lugar, por ter apanhado o PCP num momento de completa desorientação estratégica e ideológica: Gorbachev tinha lançado, desde 1985, a «Glasnost» e a «Perestroika» minando os alicerces do modelo soviético e dos países de Leste, a que se juntavam as críticas e dissidências internas. O PCP, em silêncio, pagava a fidelidade canina ao PC da União Soviética e viu cair o muro de Berlim ainda antes das eleições autárquicas de 1989. Retomada a orientação estratégica nos finais dos anos 90, o que podemos constatar hoje é que o PCP não esteve politicamente disponível para se coligar, em Lisboa, com o PS e o BE. O que é significativo. E não é pelo alegado facto do PS estar no governo a executar uma política de «direita». Em 1997, a coligação de esquerda concorreu à câmara de Lisboa, numa altura em que o PS também executava uma política de «direita». O «grau de inovação nas fórmulas governativas» em Portugal, a que alude André Freire, provavelmente, não passa pelo PS, mas sim pelos partidos à sua «esquerda». Será o BE diferente do PCP?

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publicado às 12:53

Telhados de vidro?

por Tomás Vasques, em 21.07.07

Vítor Dias (o tempo das cerejas) exige um pouco mais de rigor a Mega Ferreira, porque este, em artigo publicado na Visão, se interroga «por que razão a CDU perdeu quase metade dos votos e dois pontos percentuais em relação às autárquicas de 2005». Vítor Dias explica, em resposta, que «não se pode considerar «perda de votos» aquela que resulta de um significativo aumento da abstenção». É verdade. Mas por ser verdade, seria honesto da parte de Vítor Dias criticar da mesma forma o comunicado da Comissão Política do CC do PCP, onde se lê: «a votação do PS e de António Costa constitui, sem dúvida, quando comparada com o resultado obtido pelo PS nas legislativas de 2005 (42,5 por cento), uma significativa redução da base de apoio do PS e uma condenação da política de direita do actual Governo.» Aqui, Vítor Dias já não tem problemas em que se compare duas eleições diferentes – legislativas e autárquicas – com níveis de abstenção diferentes e, nas legislativas, sem candidaturas «independentes». Portanto, comparar tudo o que não é comparável. Porque se trata da posição do PCP, Vítor Dias admite todas as comparações sem exigir rigor. (Em nota de rodapé, uma pergunta relacionada com rigor: Jerónimo de Sousa disse que «O resultado do PS confirma uma reduzida credibilidade política.» Ora, se 30% corresponde a uma reduzida credibilidade política, 10 % corresponde a quê?). A telhados de vidro?
(Imagem: acrílico sobre tela de Ricardo Paula. O gesto é apenas uma expressão, não uma ofensa.)

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publicado às 13:24



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