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O Profissional.

por Tomás Vasques, em 21.08.09

Escrevo de vez em quando no Simplex, um blogue que reúne dezenas de bloggers que votam no PS nas próximas legislativas. Conheço praticamente todos os seus colaboradores. Por isso, não deixo passar em claro as injúrias bolsadas por Pacheco Pereira na Sábado desta semana. Não me espantam tais injúrias porque o seu autor vive de as produzir sob a artimanha de «luta política». Já aqui escrevi que Pacheco Pereira é uma das mais interessantes personagens da cinematografia política portuguesa. Deambulou anos a fio, empenhado, pela mediocridade do aparelho partidário do PSD; defendeu com unhas e dentes, sem assomo de pudor, a maioria absoluta cavaquista; foi durante anos um parlamentar do regime, beneficiando de mordomias e «regimes legais» de excepção inacessíveis aos demais portugueses; e é um dos políticos portugueses mais bem pagos para «fazer» política. Depois, na oposição, age como um propagandista, no bom estilo marxista, quando usa (e usa muito) a comunicação social e é um exímio agitador leninista quando usa o blogue. Vê o mundo a preto a branco, cada vez mais: de um lado Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite; do outro, todo o mundo. É, nas horas vagas, historiador. Do comunismo, principalmente. Contudo, penso que é nesta sua faceta de historiador, é nos seus estudos sobre o comunismo, que reside o mal dos seus pecados políticos. É aqui que ele alicerça a sua visão do mundo a preto e branco. Para ser mais rigoroso, Pacheco Pereira já tinha feito a primeira comunhão na adolescência, na extrema-esquerda. E prosseguiu, quase inconscientemente, tomando repetidamente a hóstia, através da história do comunismo. Pacheco Pereira é um comunista (na análise, na metodologia e na luta política) estilo vintage. Nem sequer abandonou o vulgar argumento, enraizado na «velha guarda» formada nos corredores do Komintern, segundo o qual os adversários políticos sempre «estão a soldo» de alguém. No texto a que me refiro, no Semanário, ele usa a mesma desfaçatez. Pacheco Pereira escolheu o PSD para travar os seus combates políticos, como podia ter escolhido o PCP ou o Bloco de Esquerda. Mas, em democracia, cada um escolhe o partido que lhe dá na gana. Com a vantagem de no PSD não ter de dar parte do dinheiro que ganha na política e nos jornais ao partido.

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publicado às 09:08


1 comentário

De António P. a 21.08.2009 às 10:05

Bom dia Tomás Vasques,
De pequenino se torce o pepino.
Isto quem foi m-l na juventude fica para a vida toda.
Cumprimentos

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