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|||Livros e leitores.

por Tomás Vasques, em 26.07.09

 

Gosto de livros. De todos os livros, os que leio e os que não leio. Os livros guardam o património e a memória do que somos. E são amigos silenciosos e fiéis. Há quatro décadas que, compulsivamente, compro livros. Ainda me recordo que, há 40 anos, a primeira coisa que fiz quando recebi o meu primeiro salário foi comprar um livro, o meu primeiro livro comprado (antes eram as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian que suportavam a minha leitura). Numa livraria em Almada. Já não sei precisar se foi As vinhas da Ira ou A um deus desconhecido, mas não é relevante. Foi John Steinbeck. Não sei se me vou adaptar ao e-book. Gosto de os folhear, sublinhar, dobrar o canto superior direito da página. Arrumá-los na estante. Há quem não perceba o que é gostar de livros. A esses aconselho a frequentarem livrarias, como quem frequenta restaurantes. E nunca saírem de uma livraria sem comprar um livro. E, assim, aprenderem a ler como Kate Winslet, em The Reader. Vão ver como serão muito mais felizes.

 

 

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publicado às 15:44


5 comentários

De Saloio a 26.07.2009 às 19:52

Caro TV,

Ao ler a Sua posta, lembrei-me do argentino Jorge-Luís Borges, que dizia que imaginar o céu como sendo uma imensa biblioteca. Eu concordo com os dois.


Digo eu...

Saloio

De José António Abreu a 27.07.2009 às 14:19

Discordo de si em muitas coisas (digamos que dificilmente participaria no Simplex) mas não nisto. Também eu adoro livros (prova recente: http://escafandro.blogs.sapo.pt/51627.html). E é curioso verificar como os livros transcendem o seu autor (pode-se não gostar de Céline e apreciar "Viagem ao Fim da Noite") e mesmo o seu conteúdo (pode-se abominar Hitler e, enquanto livro, respeitar o "Mein Kampf").

De Daniela Major a 28.07.2009 às 17:46

Também não sei se me vou adaptar e provavelmente nem quero. A ideia de não se poder folhear um livro é terrível!

De Margarida a 28.07.2009 às 17:54

Manifesto doce e veemente.
Secundo!
Livros, sempre e para sempre!
Nada - nada! - os substitui. Há coisas que complementam, sim, mas o objecto e o que dali voa directo para dentro de nós, é insubstituível.
Somos leitores e somos criadores.
Somos participantes - actores, poetas, e músicos, até!
Os livros contém todos os universos que (des)conhecemos.
Se 'somos', muito a eles o devemos.

De João Espinho a 28.07.2009 às 18:38

Sim, também dobro os cantos. Também escrevo neles. Os livros são seres vivos. Quer estejam na estante, na mesinha de cabeceira ou noutro qualquer lugar.
E hoje, a propósito de Malcolm Lowry, fui à procura de "um vulcão" e percebi que há livros que saiem da estante e não são devolvidos.

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