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Não é demais insistir na desorientação política que o PSD atravessa (que teve o seu início com a fuga para Bruxelas de Durão Barroso, se agudizou com Filipe Meneses e se prolongou com Manuela Ferreira Leite) e que lhe confere um elevado grau de perigosidade para os portugueses, enquanto partido que, em quaisquer circunstâncias, é alternativa de governo. O dia a dia do PSD está cheio de contradições que denunciam essa perigosidade, caso tivesse que constituir governo. Eles estão deveras baralhados, e mais baralhados ficaram desde que ficaram de esperanças, depois dos resultados das europeias. Veja-se este exemplo recente: Pacheco Pereira, apoiante incondicional da direcção do partido, diz da sua líder o que Maomé não era capaz de dizer do toucinho: "Manuela Ferreira Leite tem direito a uma interpretação especial (...) Enreda-se, tropeça, troca." Por sua vez, Passos Coelho, adversário interno de Manuela Ferreira Leite, que Pacheco Pereira não quer que faça parte da lista de deputados por causa das suas opiniões, acredita e deseja a maioria absoluta do PSD nas próximas legislativas, e faz, em entevista ao DN, «um apelo à responsabilidade do eleitorado, para que saiba o que pode esperar de um governo frágil ou de um governo mais forte. Não há razão hoje para que o PSD tenha menos condições do que teve o PS.” Parece mais que estão à volta de uma mesa de poker, cada um fazendo bluff à sua maneira, do que a preparar uma séria alternativa de governo.