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Ninguém sabe, ao certo, o que Manuel Pinho quis transmitir com o seu gesto, ontem no Parlamento, a Bernardino Soares. Eu sou um diabo para o PCP? É uma hipótese. Meti os cornos ao PCP nas Minas de Aljustrel? É outra hipótese. Só Manuel Pinho sabe o que lhe passou pela cabeça naquele momento. É um gesto infantil, obviamente. Mas, inevitavelmente, com direito a guia de marcha quando é feito naquele local e naquelas circunstâncias. Quando uma infantilidade pode ser interpretada como um insulto. E, no entanto, ao contrário de uns sisudos que por aí passeiam o seu «ar grave», eu gostava do estilo de Manuel Pinho: descontraído, desbocado, aligeirado, às vezes. Mas, muita gente, aprecia mais (exige mesmo, sobretudo aos «homens de Estado» no exercício das suas funções), o estilo carrancudo e o ar sério dos mangas-de-alpaca. No fundo, o estilo que Salazar ensinou, praticou e deixou escola.