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Nuno Ramos de Almeida, quase sem querer, estou certo disso, comunica por sound bytes «à moda antiga», o que é como quem diz, à moda utilizada na propaganda do KGB (anteriormente NKVD), desde os tempos dos processos de Moscovo: quem não está de acordo com a linha do partido é agente da CIA. É uma questão de cultura política. Daí, talvez, os sound bytes tipo «émulos de Pinochet» ou a «Pinossócrates» atirados à parede, como quem pensa a preto e branco, ou apenas para intimidar e desvalorizar uma opinião diferente. Não é que falte a Nuno Ramos de Almeida inteligência (e informação) para discernir os meandros políticos que, em Tegucigalpa, se foram tecendo até ao contra-golpe militar, sobretudo o comportamento golpista e anti-democrático (há partidos políticos e outras instituições democráticas no país, nomeadamente o Congresso e os tribunais) de Manuel Zelaya, numa tentativa de passar por cima das regras democráticas para se perpetuar no poder. O presidente hondurenho deve regressar ao seu cargo até às próximas eleições e os militares aos quartéis, mas não nos atirem areia para os lhos. O «equilíbrio» está no ponto intermédio, contra os extremos perversos, terá escrito Aristóteles. A cartilha marxista é outra!