Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Chego a casa tarde e más horas e passo os olhos pelas notícias do dia, nos jornais on-line e nos blogues. A crise (a tal crise «inventada» pelo governo português para «justificar o aumento do desemprego, a quebra nas exportações e de outros indicadores económicos) continua a alastrar por esse mundo fora ou, pelo menos, está em ponto morto, apesar do optimismo do presidente dos Estados Unidos que, em conferência de imprensa, nos garante que a reunião do G20 foi um «ponto de viragem». À parte estas minudências, como injectar 500 mil milhões de dólares na economia, através do Fundo Monetário, nós por cá temos mais com que nos entreter: no momento em que o Sindicato dos Professores está a perder gás na sua «luta» contra Ministra da Educação (leio que 75% dos professores já entregaram os seus «objectivos de avaliação»), surge uma nova «luta» na «agenda» mediática: o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público contra a Cândida de Almeida. Antes discutia-se o conceito de avaliação, agora discute-se o conceito de pressão. Os portugueses sempre estiveram mais próximos da filosofia alemã do que do espírito prático norte-americano. Geograficamente. Também a o imbróglio «provedor de justiça» tem fim anunciado: os «líderes parlamentares» deram tempo ao tempo e remeteram para 15 de Maio uma «decisão» parlamentar. Podia ter sido uma semana, como aconselharia o «espírito prático». Mês e meio é o «nosso tempo». Finalmente, um pormenor que não me escapou: a nomeação de Domingos Névoa para presidente não-sei-do-quê tem o mérito de ter feito a «unidade nacional». Coisa rara. É o «politicamente correcto» a funcionar e ninguém quer perder o «comboio» neste ano de quase todas as eleições.