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O texto que Manuel Maria Carrilho enviou ao PS – concretamente, à Fundação Res Publica –, hoje publicado no DN, é um excelente contributo para o debate «sobre as prioridades culturais no actual contexto de crise económica». No essencial, Carrilho afirma que: 1. A cultura é reconhecida como um factor decisivo no desenvolvimento de qualquer país, como para a afirmação dos povos e para a visão que eles têm do seu futuro. E, sublinha, que a cultura pode dar uma importante contribuição na resposta à crise que o país atravessa; 2. Que o Partido Socialista deu um passo histórico, em 1995, ao assumir o desígnio de fazer da cultura uma dimensão estrutural e estratégica de um mais intenso e equilibrado desenvolvimento do país; 3. Passo a que a Direita não deu sequência, entre 2002-2005, desvalorizando as políticas culturais; 4. Que o Partido Socialista, para a legislatura 2005-2009, prometeu, quer no programa eleitoral, quer no programa de Governo, o regresso à dimensão cultural que é já parte do seu património; 5. O que se verifica ao fim de quatro anos é que não só não se conseguiu inverter a situação de «asfixia financeira» de 2002-2005, como ela se agravou pesadamente. Também as outras «finalidades essenciais» assumidas nos programas eleitorais e de Governo ficaram pelo caminho. 6. Em conclusão: é urgente mudar. O Partido Socialista deve assumir com verdade o balanço do período que agora termina. A próxima legislatura deve ser a de um renascer da esperança para a cultura portuguesa; deve, sobretudo, ser a de uma verdadeira refundação das políticas culturais em Portugal. O texto de Manuel Maria Carrilho, apesar de não conter nada de novo, é um diagnóstico sintético, mas certeiro, do papel do Estado nas políticas culturais nos últimos dez anos. E um apelo à mudança: à refundação das políticas culturais do Estado iniciadas, em 1995, pelo Partido Socialista.