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Há 8 meses que o PS e o PSD andam às voltas, sem se encontrarem, com o «nome» do próximo Provedor de Justiça. Depois de, há dois dias, Manuela Ferreira Leite ter reclamado o direito da «oposição» indicar o novo Provedor, Paulo Portas veio a jogo sugerindo os «bons ofícios» de Jaime Gama, enquanto presidente da Assembleia da República, no sentido de resolver o impasse em sede parlamentar. Isto é chutar para canto: não há outra sede para resolver este assunto. Mas a líder do PSD, num reconhecimento público da sua desastrada conferência de imprensa, aplaudiu a proposta de Paulo Portas, deixando de reclamar a indicação do «nome» do Provedor pela «oposição» e transferindo tal indicação para o «parlamento», onde sem o acordo do PS não é possível ultrapassar o impasse. Entretanto, ao fim do dia de hoje, Bernardino Soares, em nome do PCP, veio reclamar – e bem – que a eleição do Provedor de Justiça deve caber a «todas as forças políticas na Assembleia da República». Só que eu estava convencido que a eleição do Provedor de Justiça já, anteriormente, cabia ao parlamento, nos termos da constituição. E se cabe ao Parlamento, tudo isto é conversa de surdos. Ou não?