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Os livros são todos iguais, mas há uns mais iguais que outros. Há livros nas minhas estantes que nunca li ou, pelos menos, não os li até ao fim; há outros que folheio página a página, demoradamente, vezes sem conta, como quem fala com um amigo. Tenho entre mãos Canções, de António Botto, edição de 1921. (Já não sei se o encontrei num alfarrabista, se foi Mário Viegas que me ofereceu. Ou foi o Juvenal Garcês?). As referências à obra dizem que esta edição é de 1922, mas o meu exemplar, rubricado pelo autor, diz que foi impresso em Fevereiro de 1921. Dizem, também, as ditas referências, que foi publicado pela fugaz editora de Fernando Pessoa – Olisipo. Não sei. Não encontro no livro nada que me dê essa indicação. Mas, da releitura, neste momento, anoto: «Se me deixares, eu digo /O contrário a toda a gente; / E, neste mundo de enganos/ Falla verdade quem mente.»