Encafuaram-se por uns tempos, na ressaca da implosão do muro, a choramingar a queda do império – do seu império. Passado o luto, pensam que pastorear os professores é suficiente para reerguer o império no estertor do capitalismo. Subiu-lhes a arrogância, tal com há trinta e tal anos, e babam-se de raiva só de saber que existe mais do que uma opinião. Educados numa organização de tipo militar, agindo em nome de quem não lhes dá representação, onde acham natural não lhes ser conferido o direito de opinião, aliviam a opressão de que são vitimas ofendendo e difamando quem não aceita ser reprimido por ter opinião e a expressar livremente. Os exemplos multiplicam:
Os dedicados (e pouco delicados) militantes/simpatizantes comunistas decidiram, como disse Charlie, ler os seus males na minha opinião e aplicaram a frase clássica: "Quando a mensagem não agrada, mata-se o mensageiro".
Não vou responder a quem me manda “catar”, ou a quem me chama “ensonado jornalista”, a quem se sente “profundamente enojado” com o que digo, a quem fala de “paleio roto”, a quem gostaria de me “dizer pessoalmente onde é que deveria pôr a pimenta... - talvez no sítio onde se põe pó de talco nos bebés”, a quem me considera “desacreditado” e acha que “minto muito” e sou um “nojo”. Uma das razões porque a caixa dos comentários é aberta, não moderada, e até acolhe cobardes anónimos - no blog que leva em cima o meu nome, sublinhe-se -, é justamente porque eu respeito a opinião alheia, qualquer que ela seja. Não me tenho dado mal com a opção. Na verdade, num ano, contam-se pelos dedos de uma mão os insultos e as difamações de que fui alvo. Nessa medida, é muito curioso, e dá que pensar, que seja no dia em que me refiro ao Partido Comunista que chegam em catadupa as ofensas gratuitas.
Pedro Rolo Duarte.
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