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O partido comunista da Venezuela está entre a espada e a parede: apoia a «revolução anti-imperialista» de Chávez, mas este classifica os comunistas como contra-revolucionários. Óscar Figuera, secretário-geral dos comunistas venezuelanos, reagiu e «explicou que nenhuma revolução se pode considerar como tal se se revestir de traços anticomunistas» (Avante, 16.10.09). Ora, se Chávez quer acabar com o partido comunista da Venezuela (ameaçou fazer desaparecer o PCV do mapa político), logo não há «revolução anti-imperialista» na Venezuela. Não tarda muito, o PCP vai começar a chamar ao amigo de Fidel Castro um contra-revolucionário que confunde Lisboa com Havana... São as teias que as «frentes populares» tecem.