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A propósito deste meu post, onde me insurgi ao saber, pelo João Gonçalves, que a Biblioteca Municipal de Faro bloqueia o acesso a determinados blogues, Adriana Freire Nogueira teve a atenção de esclarecer que, nos sítios públicos, está instalado um filtro que barra o acesso mal detecta conteúdos «associados a pornografia»: ao encontrar algumas palavras consideradas obscenas, bloqueia. Isto chega ao caricato: sei de um caso de um colega de Latim que, ao colocar no blogue que criara para a sua disciplina um texto em que entrava o verbo latino puto, putas, putare, putaui, putatum (que significa «julgar, considerar»), foi bloqueado. O mal não está, como presumi, na Directora da Biblioteca António Ramos Rosa. Está no excesso de zelo de uma Administração despersonalizada que, por preguiça, deixa andar e pouco faz para separar o trigo do joio. Mais filtro, menos filtro, ninguém se incomoda. Mas não é verdade: há quem se incomode.