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«Um dividiu-se em dois» (Aletheia, 2008) é um título bem encontrado para enquadrar as origens dos movimentos pró-chineses, entre 1960 e1965, de José Pacheco Pereira. Lê-se num ápice. Escrita enxuta, equilibrado nas citações, depurado do acessório. É quanto basta para ser lido fora dos círculos de «especialistas» e «interessados». Aguarda-se a continuação: a segunda vaga de movimentos pró-chineses. Na primeira vaga, os comunistas (militantes com créditos firmados nos PCs pró-soviéticos), que estiveram na origem da cisão, desacreditaram-se (Grippa pelo seu apoio a grupos resultantes de provocações policiais) ou foram presos (Francisco Martins Rodrigues). A segunda vaga nasce da revolução cultural chinesa e do Maio de 68. Os «velhos comunistas» dissidentes cederam o seu lugar a dirigentes do movimento estudantil, na maioria dos casos sem qualquer ligação «de classe», ideológica ou de cultura política aos comunistas pró-soviéticos. Mil flores desabrocharam. Esperemos, então, o próximo volume.