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No futebol, tal como na política, as frases-sensação, destinadas apenas ao uso jornalístico, fazem parte desta sociedade de «plástico» altamente mediatizada. Tais frases transmitem conceitos distorcidos da realidade, são vazias, desfazem-se em espuma ao mais ligeiro olhar, mas provocam a «notícia» – único objectivo de quem as profere. O presidente da FIFA, Joseph Blater, a propósito do diferendo entre o Manchester United e o Real Madrid sobre Cristiano Ronaldo afirmou que determinadas cláusulas dos contratos dos jogadores de futebol são formas de «escravatura moderna». Falar de «escravatura» a propósito do jogador mais bem pago do mundo é tão imoral como Bernardino Soares tecer loas à «democracia» na Coreia do Norte ou Francisco Louça chamar «ladrões» a todos os que não vivem em sua casa. Alguém deve explicar ao senhor Blater o é que é escravatura e ao senhor Bernardino o que é democracia. Quanto ao senhor Louça quem lhe deve explicar o que são ladrões deverá ser o sua «colaboradora» doméstica no dia em que souber – sabendo o que ele diz –, a diferença entre o seu salário e o do seu patrão.