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Nuno Ramos de Almeida descreve uma pequena história dramática. Romanceada, mas vulgar. Implacável, mas coisa do dia a dia. Há quem defenda que a morte do mercado do arrendamento para habitação, em Portugal, foi obra da «primeira República». Outros dizem que se deve ao congelamento das rendas imposto pelo «Estado Novo». Seja como for, fazer de todos os portugueses proprietários da sua habitação é uma teia em que quase todos se enleiam. Pelo menos, há 30 anos. Em muitos casos, um conto de fadas feito prisão. Do emprego e do desemprego. Do medo e do silêncio. Em vez de «o trabalho liberta», pode-se inscrever a «propriedade liberta».