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O Eurobarómetro da Primavera, divulgado pela Comissão Europeia, revela que os portugueses são os cidadãos europeus mais pessimistas quanto ao futuro. Só 15% acreditam que a sua vida vai melhorar nos próximos 12 meses, quando a média europeia se situou nos 32% de optimistas. Mais significativo, ainda, é o facto de há 6 meses, no mesmo inquérito, no Outono de 2007, 35% mostravam confiança na melhoria da sua vida nos próximos 12 meses. Ou seja, decorridos 6 meses, operou-se uma queda abrupta das expectativas. O que está por saber é até que ponto a frustração e o descontentamento aqui revelados se traduzem nas próximas eleições, sobretudo nas legislativas. Pelo andar da carruagem, não há ventos de mudança porque o quadro partidário está imóvel. Todos conhecem do que é capaz Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e Francisco Louça. Aliás, a própria oposição (as oposições, à direita e à «esquerda») sabe isso, contentando-se em retirar a maioria absoluta ao PS. O que não é nenhuma vitória. É, apenas, uma consequência natural.