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Depois da governação de Durão Barroso e de Santana Lopes, o PSD entrou em estado de coma. Marques Mendes fez todos os esforços para conseguir que o partido arrebitasse os dedos dos pés, mas veio Carmona Rodrigues e injectou-lhe uma anestesia geral. Pelo seu lado, Paulo Portas está desacreditado e sem rumo, mas o seu narcisismo só lhe permite pensar em sound bites. Esta situação vivida pelos dois partidos de oposição à direita causa estragos ao PS. Ou seja, com os partidos da direita a vegetarem, o PS recebe os «louros» de governar à direita. Agora, mal os candidatos à presidência do PSD se esforçaram por apresentar ideias «programáticas», veio logo o «camarada» Louçã dizer: candidatos à liderança do PSD querem destruir o SNS. Ao lado das propostas do PSD para a Saúde, as medidas do governo são compreendidas de outra maneira. Com uma direita que saiba o que quer, o PS pode passar pelos intervalos da chuva. Com uma direita desfeita, PCP e BE ganham um espaço de descontentamento que não lhes pertence. É, pois, necessário fazer funcionar a liturgia política.
(Imagem: Rui Perdigão, acrílico sobre tela)