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por Tomás Vasques, em 22.08.06
O soldado conhecido e as más estratégias
«Assim, o resgate do cabo Shalit, que passou a desempenhar nesta guerra o papel do "soldado conhecido" (por oposição ao "desconhecido", que personifica todos os soldados mortos numa guerra terrível), transformou-se numa estratégia de confronto aberto com libaneses e palestinianos que, visando apenas os mais radicais, acabou por lhes dar força e fê-los aumentar o apoio junto das respectivas populações. O Hezbollah e o Hamas estarão mais fortes depois deste conflito, contradição que Israel se mostra incapaz de resolver. Aliás, Olmert e Bush parecem irmanados no delinear de estratégias que, projectando o êxito, acabam por resultar em óbvios fracassos. Em Israel, as críticas avolumam-se e o balanço feito pelos militares (analisado por Jorge Almeida Fernandes no PÚBLICO do passado domingo, na secção Ponto de Vista) é amargo: marginalização dos moderados e vitória maioritária dos radicais do Hamas no ainda embrionário Estado palestiniano e apoio popular dos libaneses aos radicais armados do Hezbollah. Na mesma edição do PÚBLICO, o historiador britânico Timothy Garton Ash fazia idêntico balanço para a malograda cruzada antiterror de Bush, colocando-se do ponto de vista do envolvimento da Grã-Bretanha: "A tragédia é que, em vez de dedicarem os nossos recursos à reconstrução do Afeganistão, corremos para a guerra dos neoconservadores no Iraque, criando assim dois malogros sangrentos em vez de um possível êxito."Tudo isto já foi dito muitas vezes, doutras formas, e por isso se torna ainda mais dilacerante perguntar: o que leva a alimentar tais estratégias "suicidas"?» Nuno Pacheco, Público 22.o8

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