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O troca-tintas.

por Tomás Vasques, em 05.11.11

Francisco Louçã é um típico troca-tintas político. Contribuiu para o derrube do governo socialista. Agora diz que está no poder a «direita pura e dura». Esqueceu-se de acrescentar: está lá com o meu voto contra o PEC IV. Fez toda a campanha eleitoral  arrumando o PS ao CDS-PP e ao PSDD – os partidos de direita. Ontem, na Moita, dirigindo-se ao PS, disse: «a esquerda devia votar contra a proposta de OE». E gastou meio discurso a criticar os socialistas – a sua grande obsessão. Não aprendeu nada com os resultados eleitorais de Junho. Segue feliz para o próximo desastre.

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publicado às 14:45

O referendo grego (3).

por Tomás Vasques, em 02.11.11

A senhora Merkel andou a adiar soluções de Cimeira em Cimeira, durante meses e meses, como quem caminha para um abismo de olhos vendados. A proposta de referendo na Grécia, que veio abalar os «bons costumes», é uma consequência de se ter andado tanto tempo a dar aspirinas para «acalmar os mercados» a curto prazo, e esperar que as políticas de empobrecimento brutal dos cidadãos, num curto espaço de tempo, sugando-os até ao tutano, produzissem efeitos a médio prazo. Nada de mais errado. O exemplo da Grécia é claro: se não viesse a proposta de referendo agitar as águas, viria a explosão social ou os quartéis. O incêndio pode começar na Grécia, mas não se sabe onde vai acabar.

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publicado às 10:16

O referendo grego (2).

por Tomás Vasques, em 01.11.11

Parece que os dirigentes europeus estão em pânico com a proposta de Papandreou submeter os acordos com a Grécia a referendo. A senhora Merkel, acolitada pelo senhor Sarkozy, esticou a corda até ao limite. O primeiro-ministro grego resolveu tirar-lhe a corda das mãos e obrigar a Europa dos «mercados», das bolsas e dos agiotas a agirem de outra maneira. O referendo grego, a realizar-se, pode significar o início de uma outra era na Europa. O que cada dia que passa se mostra mais inevitável.

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publicado às 17:09

A vingança serve-se fria.

por Tomás Vasques, em 01.11.11

Ver o primeiro-ministro, Passos Coelho, a vender o Magalhães na cimeira Ibero-americana, em Assunção, no Paraguai, e o ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Portas, a vender restos de colecção na Venezuela, a Hugo Chavez, depois do que foi dito pela direita sobre actividades semelhantes do anterior primeiro-ministro, José Sócrates, revela bem a natureza das críticas que foram feitas no passado. Há muita gente a engolir em seca.

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publicado às 14:48

Emigrantes.

por Tomás Vasques, em 01.11.11

Em qualquer país decente, o secretário de Estado da Juventude, Alexandre Mestre, já tinha sido corrido da «zona de conforto» em que está instalado. Um país em que os governantes pedem, com toda a naturalidade, aos jovens para emigrarem, não é um país, é uma choldra.  

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publicado às 09:15

O referendo grego.

por Tomás Vasques, em 01.11.11

 

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, decidiu submeter a referendo as medidas que se referem à Grécia saídas da última cimeira europeia. O perdão de 50% da sua divida; um novo pacote de ajuda externa de 130 mil milhões de euros e um novo pacote de novas e mais dolorosas medidas de austeridade. O resultado do referendo pode atirar com a Grécia rapidamente para fora do Euro e da EU ou dar-lhe mais um balão de oxigénio. Com o referendo, ontem anunciado, Papandreou e o PASOK transferem para as mãos dos cidadãos gregos a responsabilidade da saída do Euro e da EU, caso resulte um Não ao pacote de ajuda; caso ganhe o SIM, contém a reacção da oposição parlamentar e a contestação na rua às novas medidas de austeridade, ficando com mais espaço de manobra para tentarem cumprir os acordos com a troika. De qualquer modo, não hajam dúvidas: a decisão de convocar um referendo, neste contexto, cujas consequências podem apressar a saída da Grécia da EU, significa que Papandreou sabe que, sem o apoio da maioria dos gregos, expresso em votos, não consegue cumprir minimamente nenhum acordo com a troika. O primeiro-ministro grego estava a ser cozido em lume atiçado. Com esta decisão entornou a panela e lançou a água quente para cima da oposição parlamentar e sindical.

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publicado às 08:42

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