Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Na actual situação, um governo que se debate com o problema de não ter um ministro da Economia é meio caminho para a desgraça. Até Cavaco Silva, que chega sempre atrasado ao que se passa, já deu por isso!

 

(Ler mais aqui)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:45

Viva a República!

por Tomás Vasques, em 05.10.11

No seu discurso de hoje, 5 de Outubro, na Praça do Município, o senhor presidente da República disse: «Vivemos tempos difíceis que ninguém pode ignorar. Esta situação irá exigir grandes sacrifícios, provavelmente os maiores que esta geração conheceu». Em Março, Cavaco Silva, disse exactamente o oposto quando tomou posse: «Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.» É esta mentira permanente na boca dos nossos eleitos que corrói a democracia e que legitima toda a contestação. A democracia não pode ser um jogo florentino e muito menos uma aldrabice. A frase do presidente da República na tomada de posse, conjugada com o que o líder do PSD, Passos Coelho, foi dizendo entre Março e as eleições de Junho, nomeadamente que não aumentava impostos sobre o rendimento ou que era um disparate pensar-se que, caso ganhasse as eleições, tocaria no subsídio de Natal, constituíram o quadro de referência que levou às opções eleitorais dos portugueses. Nada do que foi dito é verdade. Quando a mentira constitui o mote para ganhar eleições, os portugueses enganados só têm uma saída em defesa da democracia: sair à rua e protestarem, ao contrário do que hoje escreve Vasco Graça Moura no DN.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:57

Paninhos quentes?

por Tomás Vasques, em 04.10.11

Hoje, ao fim da manhã, o Banco Dexia estava a perder 29% na Bolsa de Paris, o que alarmou os ministros das finanças da França e da Bélgica, co-accionistas do Banco. Dizem os especialistas que os activos e os empréstimos do BancoDexia são de longo prazo, o que o torna vulnerável e de alto risco. A Grécia ainda não entrou em incumprimento e já começam a aparecer os efeitos das «dívidas soberanas» sobre o sistema bancário europeu. O Fígaro já fala em «liquidação ordenada», enquanto os Estados belga e francês assumem, em ligação com os bancos centrais, que tomarão todas as medidas necessárias para assegurar a segurança dos depositantes e dos credores». Com o dinheiro dos contribuintes, naturalmente. Mas o dinheiro dos contribuintes não vai dar para tudo. Assim que a Grécia tiver que reestruturar a dívida e adiar pagamentos tudo se vai desmoronar que nem baralho de cartas. Andam há quase dois anos a fazer festinhas aos «mercados» para não os enfurecer, como dizia Cavaco Silva, em campanha eleitoral. E os «mercados», assim «amansados», foram subindo as taxas de juro até níveis que, à luz do bom senso, da idoneidade, e da boa-fé, resvalaram do negócio financeiro para uma figura muito próxima do crime. O Banco Dexia não é um caso isolado – é o primeiro sinal da derrocada que aí vem. Ainda não perceberam que os paninhos quentes não curam doenças graves e muito menos substituem cirurgias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:52

A decadência da Europa e a passividade geral .

por Tomás Vasques, em 03.10.11

1. Não é preciso ser pessimista crónico ou arauto da desgraça, para vislumbrar no horizonte a decadência da Europa, o empobrecimento dos povos europeus, a começar pelos países com economias mais frágeis, como Portugal e a Grécia, e a atingir, mais cedo do que tarde, a Espanha, a Itália e outras economias de maior dimensão e robustez. Estamos a ser testemunhas de um virar de página, de uma inexorável mudança de paradigma e, provavelmente, do desfazer da União Europeia e da União Monetária às mãos de um «situacionismo» político que envolve todos os que defendem o «projecto europeu», liberais, democratas-cristãos e socialistas. Daqui para a frente, aos bocejos, a par de uma insuportável carga fiscal, avançamos para a precariedade do emprego, os baixos salários e os despedimentos fáceis e sem custos para as empresas; redução dos dias de férias; elevado desemprego de longa duração e sem qualquer apoio social; reformas às portas da morte com pensões que mal dão para pagar a renda da casa e a electricidade – enfim, o empobrecimento da maioria da população até um limite ainda por saber. Vivemos, neste momento, um período de transição, em que a ilusão de se perder o menos possível do «modo de vida» adquirido nas últimas décadas marca a passividade e a expectativa. É a tentativa de passar pelos pingos da chuva sem se molhar e acreditar que o pior só atingirá o vizinho. Se, ao menos, os sacrifícios que são pedidos se integrassem num plano de recuperação da União Europeia, valiam a pena. Mas não é assim: nem os povos europeus se querem casar para toda a vida, nem os dirigentes políticos querem apostar tudo nesse casamento.  

 

 

(Ler mais aqui)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:44

Manifestações.

por Tomás Vasques, em 01.10.11

A manifestação de hoje à tarde, promovida pela CGTP, em Lisboa e Porto, serviu para o PCP medir o pulso à contestação a este governo, 100 dias após a tomada de posse. A manifestação não foi um fiasco, mas esteve longe de ser um êxito. Sabendo que o contador de participantes da central sindical conta pernas em vez de cabeças, é preciso dividir por dois o número avançado pela CGTP - 130 mil -, o que corresponde a uma mobilização abaixo do que seria de esperar em tempos de crise e de austeridade.  

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:05

Pág. 2/2




Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2006
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Links

SOBRE LIVROS E OUTRAS ARTES

CONSULTA

LEITURA RECOMENDADA.