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Ler os outros.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

José Adelino Maltez é liberal e não é de esquerda, por isso, deve ser dado o devido desconto. Mas agrada-me  esta frase que escreveu a propósito do discurso de António José Seguro, no congresso do PS:

 

«Gostava que Seguro ousasse ser mais republicano, em termos de patriotismo e à António José, mas de Almeida. Adoraria que ele fosse voz tribunícia dos que não têm voz e são impostados à toa. E que não tivesse o reflexo condicionado do conservadorismo do que está, em termos de estadualismo. Deveria voltar ao PS de 1875, com mais Antero e mais Proudhon.  Não disse nada sobre educação, tem que voltar a António Sérgio. E falar mais de Europa política e de futuro e não apenas no Partido da Saudade... Ainda está a tempo, gosta de aprender e é um tipo de princípios. Basta soltar-se do negocismo dos aparelhistas.»

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publicado às 14:59

Fogo de artificio.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

Pretender introduzir um limite ao deficit na Constituição é, no mínimo, uma atitude de servilismo. Em primeiro lugar, não resolve nada. Será sempre uma norma imperfeita, sem sanção. O governo em exercício cai «automaticamente» quando for apresentado um relatório de execução orçamental ou a apresentação das contas públicas do ano anterior a demonstrar que o deficit foi ultrapassado? Querem que o mundo financeiro dirija a opção política? Mas, o mais importante, tal normal é uma exigência do patronato e da direita alemã que, com tal exigência, nos atribui um estatuto de menoridade: eles, os do sul, só querem sol, não se sabem governar. Vítor Moreira não perceber esta limitação ao exercício do poder político e ao estatuto de menoridade subjacente parece-me estranho.

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publicado às 14:46

Passos na fotografia.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

«Basta olhar para as fotografias que nos chegaram pela imprensa - elas dizem tudo. Tenho diante de mim a foto de destaque de um quotidiano generalista e popular. Que vejo? Passos Coelho está inclinado para a frente, quase a fazer uma vénia e com as mãos juntas como numa prece. Olha amedrontadamente para a chanceler, como se estivesse a pedir desculpa por alguma coisa. A chanceler alemã, por seu turno, caminha com desenvoltura, não olha para Passos Coelho, transmitindo uma impressão de enfado e de pressa ou, quando muito, de condescendência em relação à presença do primeiro-ministro.»

 

 

Texto de João Cardoso Rosas, Diário Económico, 09.09.

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publicado às 12:46

Partidarização da Função Pública.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

Leio nos jornais (i,08/09) que o governo alterou o novo estatuto do pessoal dirigente da Função Pública no sentido de permitir aos ministros a possibilidade de recusarem dirigentes escolhidos através de concursos públicos. Isto significa uma descarada partidarização de todos os cargos dirigentes da Função Pública e vai em sentido contrário à tendência dos últimos anos. Mais: como em tudo o resto, é o oposto ao que o actual primeiro-ministro disse enquanto líder da oposição.

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publicado às 12:37

Evidências.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

Santana Carrilho, o ex-conselheiro de Passos Coelho para a Educação, em entrevista ao Correio da Manhã, arrasa o primeiro-ministro e o governo. É tudo tão evidente que já não escapa a ninguém. Segue uma pequena amostra da entrevista:

 

- Está satisfeito ou desiludido com a actuação do Governo?

- Profundamente desiludido.

- Porquê?

- Porque me parece evidente que se trata de um Governo genericamente impreparado, designadamente o primeiro-ministro, que revela essa impreparação.

- Além da eventual impreparação, pode haver situações não previstas que alteram as intenções iniciais...

- É evidente que pode pôr em causa, mas também é evidente que, observando aquilo que é feito, vê-se que não há preparação. Veja do ponto de vista económico. O que é que foi dito? Que não iam aumentar impostos. Um político não pode fazer afirmações da maneira assertiva que Pedro Passos Coelho fez sem conhecer a realidade.

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publicado às 12:22

O Congresso.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

 

António José Seguro, o novo secretário-geral do PS, fez ontem à noite um discurso bem estruturado, onde fixa o rumo dos socialistas na sua nova condição de principal partido da oposição. Na sua intervenção sublinhou as grandes diferenças políticas e ideológicas entre os socialistas e a coligação de direita que nos governa, começando a desenhar a alternativa (mais do que a alternativa de poder, a alternativa de políticas). Foi significativa a presença, no dia de abertura do congresso, de Mário Soares. O fundador do PS há 25 anos que não participava nestes encontros. A partir daqui, é preciso fazer o mais difícil: caminhar. Mas como escreveu Guimarães Rosa, o caminho faz caminhando.

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publicado às 10:07

10 anos.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

 

O meu amigo Ricardo Paula, em 11 de Setembro de 2001, ao almoço, com uma caneta e um palito molhado no resto do café, desenhou na toalha da mesa do restaurante o que estava a ver na televisão. No fim do almoço, rasguei a toalha e fiquei com o «boneco». 

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publicado às 09:36

Regresso.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

Este blogue tem andado a meio-gás, quase desaparecido. Coisas de Agosto e outros afazeres. A partir de hoje regressa à regularidade. Para já saudando o aparecimento de Forte Apache, um novo blogue com uma equipa de luxo. Até já.

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publicado às 09:35



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