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A ponte.

por Tomás Vasques, em 15.07.11

O Bloco de Esquerda continua desorientado. Veio, hoje, em comunicado, atacar o pagamento de portagens, no mês de Agosto, na ponte 25 de Abril. «Mais um sacrifício imposto a quem menos tem» – dizem –, como se os contribuintes de Trás-os-Montes tivessem de ser solidários com o pessoal a banhos na Costa da Caparica. Até parece que não passam carros topo de gama na Ponte 25 de Abril no mês de Agosto.

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publicado às 17:35

Uma boa notícia.

por Tomás Vasques, em 15.07.11

Uma sondagem da Aximage revela que 45% dos inquiridos considera boa a decisão do Governo em aplicar um imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal. Esta é, quer se queira, quer não, uma boa notícia para a consolidação orçamental. Significa que quase metade dos portugueses mostra disponibilidade para fazer sacrifícios perante a situação difícil em que Portugal se encontra. Ao mesmo tempo, contraria a tese do Presidente da República, no discurso da tomada de posse, de que não era possível exigir mais sacrifícios aos portugueses. Afinal, é possível e com aplausos dos sacrificados.

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publicado às 17:20

Citações.

por Tomás Vasques, em 14.07.11

«Mas se é mesmo assim – e se a troika aprovou as contas –, porque dizer, como disse Passos anteontem, que herdou "um desvio colossal" nas contas do Estado? Colossal é um adjectivo que ocupa espaço, fica a matar nos relatórios da Moody's (justifica a palavra lixo) e, no futebol, também serve para descrever um erro que resulta em autogolo. Como diria o ex-jogador João Pinto: "O clube estava à beira do precipício, mas tomou a decisão certa: deu um passo em frente." Que colossal sentido de oportunidade

 

André Macedo, DN 14.07.11

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publicado às 07:51

É tão bom estar na oposição.

por Tomás Vasques, em 14.07.11

Mário Nogueira, o sindicalista da FRENPROF, continua igual desde 1917. O PSD deu-lhe, algumas vezes, a mão contra o anterior governo. Agora vai ter de o aturar.

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publicado às 00:43

Transparência.

por Tomás Vasques, em 13.07.11

 Segundo o DN, «uma fonte» disse que o primeiro-ministro teria dito que os membros do seu executivo ficaram «surpreendidos com o desvio que encontraram em relação ao que o anterior Governo dizia», acrescentando que se trata de «um desvio colossal em relação às metas estabelecidas». Ora, se assim é (não me admiro que assim seja), e como isso vai exigir ainda mais sacrifícios aos portugueses, em nome da transparência, era bom que o governo traduzisse em números, preto no branco, o «desvio colossal» para que todos os portugueses ficassem a conhecer. Saber através de uma «fonte» que ouviu o primeiro-ministro dizer e com termos vagos e imprecisos não é aconselhável. É repetir práticas passadas.

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publicado às 08:26

A verdade e o azeite.

por Tomás Vasques, em 11.07.11

Hoje a Bolsa de Lisboa perdeu mais de 4%, enquanto os juros da dívida bateram recordes em todos os prazos. Há meia de dúzia de meses tinham um culpado interno para o comportamento dos mercadores e da bolsa e de tudo o mais. Hoje, quem é o culpado? Não há culpados internos? É a situação externa? Talvez a Grécia. E há 6 meses não era? Perguntar não ofende, mas é só por uma questão de honestidade intelectual.

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publicado às 23:13

À beira de um ataque de nervos

por Tomás Vasques, em 11.07.11

Por mais que o tema tenha sido comentado, não há maneira de fugir à desgraça que nos caiu em cima. A notícia que recebemos, com o desprazer próprio de quem não a esperava, de que a nossa capacidade de pagar o que devemos foi atirada para o lixo, como se fôssemos uma rodilha, gasta e ensebada, provocou uma estranha comoção nacional. E logo a nós, portugueses, herdeiros da gesta que cruzou mares desconhecidos e galgou terras sem fim, cumprindo um desígnio universalista, num tempo em que, é preciso dizê-lo, os antepassados de alguns senhores da Moody''s se amontoavam nas prisões de Londres por terem assassinado pai e mãe e por outros crimes do género. A comoção nacional a todos tocou, e não era para menos. Desde o canalizador do meu bairro até ao senhor Presidente da República. Este, homem sisudo e de parcas palavras, que se manteve em silêncio sepulcral na iminência de uma crise política, em Março, a qual acelerou vertiginosamente o aumento dos juros dos agiotas protegidos dessas agências e dificultou o acesso ao crédito de que precisamos como pão para a boca, desatou finalmente a língua contra as agências de notação. Envoltos na espuma dos dias, já nem sequer nos lembramos que, em Março, os juros dos empréstimos a três anos estavam nos 6% e hoje estão nos 19%. Como, também, não nos interessa lembrar que uma outra dessas agências de notação nos desclassificou cinco níveis, em Abril passado, empurrando-nos, então, perigosamente para o que eles classificam como lixo. Nessa altura, ninguém tugiu nem mugiu, como se isso se encaixasse num plano de descrédito do anterior primeiro-ministro.

 

(ler mais aqui).

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publicado às 12:40

Só quero ser governador civil.

por Tomás Vasques, em 07.07.11

Quando estão os socialistas no poder, citam-se Eça e Ramalho, clama-se a plenos pulmões: o país é uma choldra. Muda-se de governo – agora já não é o senhor Fontes, é o senhor Braamcamp –, recebem-se umas benesses, umas assessorias em gabinetes ministeriais, e o pais milagrosamente deixa de ser uma choldra, a «situação internacional» passa a ser decisiva, as agências de rating passam a ter estratégias políticas contra o Euro. Como dizia Eça de Queirós: «Eu nunca quis ser senão governador civil.»

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publicado às 22:45

Isto não vai com paninhos quentes.

por Tomás Vasques, em 06.07.11

Estamos a atravessar um momento em que temos de nos comportar como «bons alunos». Cumpridores: sacando o dinheiro aos pobres para dar aos ricos. Não há nada a fazer. Primeiro, metemo-nos a jeito; segundo, agir antes de tempo seria desastroso. Mas aproxima-se o tempo em que para a Europa sobreviver tem que afrontar essa coisa dos «mercados». Quando «eles» perceberem que podem perder tudo, talvez aceitem perder só metade. E não se esqueçam que os responsáveis das agências de rating devem ser julgados por crimes contra a humanidade. Pela propaganda que fizeram dos produtos tóxicos. Pelo que estão a fazer agora contra a dívida soberana de Estados europeus. Acomodarmo-nos a isto é ser conivente com a desgraça que se avizinha.

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publicado às 16:20

Portugal está no lixo.

por Tomás Vasques, em 05.07.11

Vivemos tempos difíceis e de futuro incerto. Se tudo isto der para o torto, não me admiro nada que, um dia mais tarde, os principais responsáveis das agências de rating venham a ser julgados no tribunal penal de Haia por crimes contra a humanidade. É preciso insistir nesta ideia.

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publicado às 21:06

Humildade democrática.

por Tomás Vasques, em 04.07.11

Helmut Kohl, depois de ter sido o chanceler da Alemanha que protagonizou a reunificação alemã, foi deputado. Mário Soares, depois de ter sido presidente da República durante 10 anos, foi deputado europeu. Fernando Nobre, ao renunciar ao mandato de deputado dois dias depois de tomar posse revelou uma escandalosa falta de humildade democrática. Quem o escolheu para encabeçar a lista de Lisboa também tem responsabilidades.

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publicado às 22:38

O suicídio político perfeito.

por Tomás Vasques, em 04.07.11

Fernando Nobre, eleito deputado nas listas do PSD, a 5 de Junho, renunciou ao mandato que lhe foi conferido pelos eleitores poucos dias após a tomada de posse. Ele disse, quando foi convidado, que não se candidatava a deputado, mas a presidente da Assembleia da República, uma situação democraticamente bizarra, apadrinhada por Passos Coelho. Com a candidatura a deputado nas listas do PSD perdeu a simpatia dos seus votantes nas presidenciais; com a derrota nas duas eleições para presidente do Parlamento morreu politicamente. A renúncia ao mandato é o enterro político. Dificilmente era possível um suicídio político tão perfeito. Até dá vontade de aplaudir Passos Coelho se foi este o seu objectivo.

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publicado às 15:58

Nunca digas desta água não beberei.

por Tomás Vasques, em 04.07.11
A forma, por vezes feroz, por parte das oposições e da comunicação social, como se foi fazendo a apreciação do trabalho dos dois governos anteriores, e sobretudo do anterior primeiro-ministro, representa um ganho para a democracia. A crítica política acutilante com que José Sócrates foi fustigado, algumas vezes a descair para o indecoroso, entrou para o património político e para a nossa cultura democrática. Expressões como "transparência", "falar verdade", "cumprir promessas eleitorais", "credibilidade", entre outras, ganharam nos últimos anos uma nova força. Agora, para que o país não falhe - o país, repito -, o novo governo, e particularmente o novo primeiro-ministro, não pode esperar que se baixe a fasquia da crítica acutilante, nem os padrões com que diariamente se vergastou o seu antecessor. No passado recente, ninguém teve em conta que, nos tempos que correm, o que é verdade hoje pode não o ser no dia seguinte, e nenhum político pode dizer desta água não beberei. Esta incompreensão levou a que o termo "mentiroso" entrasse no quotidiano da linguagem política. As consequências são imprevisíveis.
 (Ler mais no i).

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publicado às 15:43

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