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Humildade democrática.

por Tomás Vasques, em 04.07.11

Helmut Kohl, depois de ter sido o chanceler da Alemanha que protagonizou a reunificação alemã, foi deputado. Mário Soares, depois de ter sido presidente da República durante 10 anos, foi deputado europeu. Fernando Nobre, ao renunciar ao mandato de deputado dois dias depois de tomar posse revelou uma escandalosa falta de humildade democrática. Quem o escolheu para encabeçar a lista de Lisboa também tem responsabilidades.

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publicado às 22:38

O suicídio político perfeito.

por Tomás Vasques, em 04.07.11

Fernando Nobre, eleito deputado nas listas do PSD, a 5 de Junho, renunciou ao mandato que lhe foi conferido pelos eleitores poucos dias após a tomada de posse. Ele disse, quando foi convidado, que não se candidatava a deputado, mas a presidente da Assembleia da República, uma situação democraticamente bizarra, apadrinhada por Passos Coelho. Com a candidatura a deputado nas listas do PSD perdeu a simpatia dos seus votantes nas presidenciais; com a derrota nas duas eleições para presidente do Parlamento morreu politicamente. A renúncia ao mandato é o enterro político. Dificilmente era possível um suicídio político tão perfeito. Até dá vontade de aplaudir Passos Coelho se foi este o seu objectivo.

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publicado às 15:58

Nunca digas desta água não beberei.

por Tomás Vasques, em 04.07.11
A forma, por vezes feroz, por parte das oposições e da comunicação social, como se foi fazendo a apreciação do trabalho dos dois governos anteriores, e sobretudo do anterior primeiro-ministro, representa um ganho para a democracia. A crítica política acutilante com que José Sócrates foi fustigado, algumas vezes a descair para o indecoroso, entrou para o património político e para a nossa cultura democrática. Expressões como "transparência", "falar verdade", "cumprir promessas eleitorais", "credibilidade", entre outras, ganharam nos últimos anos uma nova força. Agora, para que o país não falhe - o país, repito -, o novo governo, e particularmente o novo primeiro-ministro, não pode esperar que se baixe a fasquia da crítica acutilante, nem os padrões com que diariamente se vergastou o seu antecessor. No passado recente, ninguém teve em conta que, nos tempos que correm, o que é verdade hoje pode não o ser no dia seguinte, e nenhum político pode dizer desta água não beberei. Esta incompreensão levou a que o termo "mentiroso" entrasse no quotidiano da linguagem política. As consequências são imprevisíveis.
 (Ler mais no i).

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publicado às 15:43



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