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Berlim, Novembro de 1941?

por Tomás Vasques, em 22.05.11

«Se a Alemanha cair no erro da uniformização excessiva...», como explica Medeiros Ferreira, isto vai acabar mal.

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publicado às 22:23

Eleições em Espanha.

por Tomás Vasques, em 22.05.11

Realizaram-se hoje eleições autonómicas e municipais em Espanha. Com 90% dos votos escrutinados, o PP tem uma vitória clara. O PSOE perdeu inclusivamente Barcelona, governada pelos socialistas há 32 anos. Na contabilidade geral dos votos a nível nacional, os socialistas perderam à volta de 7%, enquanto o PP subiu 1,5% em relação às últimas eleições, em 2007. Para quem falava em dar cheque-mate aos socialistas, o crescimento do PP não foi significativo.

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publicado às 21:57

Frases de Campanha (1)

por Tomás Vasques, em 21.05.11

«Todos os portugueses são africanistas de Massamá».

 

Fernando Nobre, candidato do PSD por Lisboa.

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publicado às 20:06

O debate (2).

por Tomás Vasques, em 20.05.11

José Sócrates teve, até aqui, um discurso político eficaz assente em meia dúzia de ideias-chave. Esse discurso conduziu-o a estar, neste momento, em «empate técnico» nas sondagens. Esta campanha eleitoral vai longa: começou no dia da rejeição do PEC IV, em Março. Nestas duas semanas finais, de campanha oficial, se o líder socialista não acrescenta «algo mais» ao seu discurso corre o risco de não ser eleito primeiro-ministro pela terceira vez consecutiva.

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publicado às 23:01

O debate.

por Tomás Vasques, em 20.05.11

José Sócrates não «esmagou» Passos Coelho no debate, como quase todos esperavam. Passos Coelho esteve acima daquilo a que nos habituou. Daqui se retira facilmente que Passos Coelho ganhou o debate, mas pode não ter sido assim. Não me parece tão linear. José Sócrates tem de ganhar votos ao BE para poder ganhar as eleições e Passos Coelho estancar a deslocação de votos para o CDS. Ler o que cada um disse sob este prisma ajuda a compreender quem «ganhou». 

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publicado às 22:44

Maiorias eleitorais.

por Tomás Vasques, em 18.05.11

Uma maioria absoluta no parlamento do CDS-PP e PSD, com uma vitória eleitoral do PS, é uma possibilidade remota. No entanto, no debate com Passos Coelho, Paulo Portas encarou essa hipótese (o CDS com 23,5% e o PSD com 23%, foi o exemplo). Por isso, era necessário esclarecer essa situação antes das eleições. Passos Coelho afirmou que só formar governo se o PSD ganhar as eleições. Por sua vez, José Sócrates também afirmou que, em Portugal, quem ganha as eleições forma governo. Um e outro consideram que o PR convidará a formar governo o partido que obtiver mais votos. Parece que está, assim, esclarecida a questão.

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publicado às 17:43

Cada vez há mais nuvens no horizonte.

por Tomás Vasques, em 18.05.11

Em Madrid, 3 centenas de jovens ocuparam, no dia 15 de Maio, Domingo, as Portas do Sol em protesto contra o sistema. Ontem, entre 2 a 4 mil pessoas permaneceram toda a noite na Praça. Quem tem memória política sabe que a Europa começa a viver condições objectivas pré-revolucionárias. O modelo social europeu está a desmoronou-se e o sonho de uma «vida melhor» a esfumar-se. O que vem aí, nesta década, é imprevisível. A ironia de tudo isto é que o capital financeiro, responsável pelo percurso que fizemos até aqui, pode vir a ser a primeira «vítima». Os povos e os Estados vão começar pela reestruturação da dívida soberana (a Grécia já está a caminho e outros se seguirão) e vão acabar por desmantelar o actual sistema financeiro mundial. Por uma questão de sobrevivência. A Europa perdeu importância, mas não tanta que a torne irrelevante. Se a Espanha se junta às dificuldades da Grécia, Irlanda e Portugal pode-se usar com propriedade a velha frase: às vezes basta uma fagulha para incendiar toda a pradaria…

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publicado às 10:57

Citações.

por Tomás Vasques, em 18.05.11

«Não sei quem são os conselheiros políticos de PPC ( alguns devem ser os génios que  sabiam tudo em 2009),  mas não os queria nem para porteiros da Sonae. Ele faz o que pode e fá-lo com dignidade.

O penteado mudou claramente. Deixou o cabelinho à  menino da Avenida de Roma dos anos  80 e adoptou um vincado risco lateral. Resultou bem ( ninguém gosta que lhe vendam aspiradores com o ar de quem passou por um), mas terminou aí o trabalho sério. Depois chegaram os conselheiros.

Começar um debate  a discutir economia com Louçã é fácil se formos economistas. O Duque de Alba foi misericordioso e acusou PPC de superficialidade. Umas 300 vezes. Na questão do pasquim da Madeira, PPC fez de Margaret Mead, que não percebeu que  dois  homicídios  numa ilha desabitada da Polinésia equivaliam ao triplo da taxa em Londres. Louçã, claro, fez de George H. Mead. Apesar  de tudo, PPC defendeu-se bem ( os outros meninos  fazem mais mal  qu'eu) . O pior, no entanto, estava para vir.

Os conselheiros políticos de PPC deixaram-no ir para a ponta final com duas definições: os desempregados são calaceiros imorais  e os maduros das  Novas Oportunidades são labregos que compraram ignorância a preço de ouro de lei. Louçã explicou que não se deve arrasar um programa  e só  depois pedir  a avaliação do dito. Contratem Louçã.

Tudo isto vai contar pouco. Por isso é apenas metapolítica. »

 

Filipe Nunes Vicente.

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publicado às 09:27

PCP disputa o território do Bloco.

por Tomás Vasques, em 16.05.11

O PCP, pela boca do seu secretário-geral, Jerónimo de Sousa, disse que o PCP está disponível para dialogar e admite uma coligação com PS caso o governo mude o acordo com Troika. Não sei se foram estas as palavras exactas, mas são as que constam na notícia. Esta é a primeira novidade da campanha eleitoral, mesmo que se trate apenas de tacticismo eleitoral, E não fala em rejeitar o acordo, mas mudá-lo. Renegociá-lo, portanto. Esta posição do PCP, a confirmar-se, atira o BE para o extremismo e a irresponsabilidade total. Talvez seja o único objectivo dos comunistas, mas é bem urdido.

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publicado às 20:23

Sondagens, debates e maiorias.

por Tomás Vasques, em 16.05.11

Há dois meses, no início de Março, tudo parecia correr de feição ao PSD. As sondagens revelavam um avanço sobre o PS de 10%, em média. No dia 9, Cavaco Silva, na tomada de tomada de posse, criticou severamente o governo. A 10, no parlamento, discutiu-se uma moção de censura. A 11, José Sócrates foi obrigado a apresentar um novo plano de austeridade, o PEC IV. Passo Coelho, a 13, declarou que não aceitava medidas que exigiam mais sacrifícios aos portugueses. A 23, o barómetro Markest atribuía ao PSD uma vantagem de 22%. Nesse mesmo dia o primeiro-ministro pediu a demissão. Imediatamente a seguir, as agências de rating baixaram a notação do Estado e dos bancos portugueses. Face à acelerada degradação financeira, o governo pediu ajuda ao FMI e à UE. O desenrolar dos acontecimentos parecia beneficiar o maior partido da oposição. No entanto, tal não aconteceu. Hoje, a três semanas das eleições, quando os dados essenciais estão lançados, e são conhecidas as medidas acordadas com a troika, as sondagens revelam que todas as dúvidas são legítimas, sobretudo: qual será o partido mais votado - PS ou PSD - ou qual será a maioria parlamentar que sustentará o próximo governo?

 

(Ler mais, no I.)

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publicado às 09:03

Cultura. Política. Governo.

por Tomás Vasques, em 14.05.11

Francisco José Viegas, em entrevista ao I, de hoje, diz que, com o PSD, não vai haver Ministério da Cultura. Ainda bem. E com o PS também espero que não. Ninguém sabe quem é o ministro da cultura deste governo, nem do anterior. Se um governo tiver uma estratégia política para a cultura até um director geral serve.

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publicado às 15:31

Debates.

por Tomás Vasques, em 13.05.11

Uma curta frase serve para comentar o debate de hoje entre Passos Coelho e Paulo Portas: Paulo Portas foi demolidor. Passos Coelho esteve ainda mais atabalhoado e sem convicção do que é habitual. Desde dizer que Passos Coelho foi a «muleta do PS» até «prestar vassalagem» aos autarcas e caciques do PSD, Paulo Portas foi implacável. Foi um debate entre um professor e um aluno. 

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publicado às 21:25

Entrar em órbita.

por Tomás Vasques, em 13.05.11

O PSD tem, neste momento, dois líderes – Eduardo Catroga e Passos Coelho. Cada um diz a sua, com destaque para Eduardo Catroga. Este de manhã, depois do pequeno-almoço, fala com «economista» e diz que a Taxa Social Única deve baixar em 8%; à tarde, depois do almoço, como coordenador do programa do PSD, diz que a Taxa Social Única deve baixar em 4%; à noite, depois do jantar, na sua qualidade de «político», compara o primeiro-ministro português com Hitler; e à ceia, como «ministro das finanças», diz que os partidos só discutem «pentelhos». Um governo com os dois, com Cavaco Silva na presidência da República e Fernando Nobre na Assembleia da República iríamos assistir a algo de «transcendente».

 

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publicado às 20:13

Lágrimas de crocodilo.

por Tomás Vasques, em 11.05.11

Quando leio bloggers e outros comentadores, gente de direita a quem o PS sempre provocou «comichão», fosse com Mário Soares, António Guterres ou José Sócrates, citando apenas os que foram primeiros-ministros, a derramarem as suas «preocupações» sobre o «estado» do PS e da «submissão» a Sócrates, eu penso: - que falta de vergonha têm estes senhores.

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publicado às 18:44

Citações.

por Tomás Vasques, em 11.05.11

«Há uma candura em Passos Coelho que balança entre a ingenuidade mais tocante e a inconsciência política mais assustadora. O País sofre muito com este candidato do PSD. Honesta e honradamente, ele avança uma proposta, mas depois de explicar tudo, subitamente faz meia volta e diz que é apenas uma ideia. Ontem atirou dinamite para a mesa: o aumento do IVA na electricidade para ajudar a compensar a redução da taxa social única. Como? Haverá ideia mais difícil de vender aos portugueses? Não é uma ideia, é uma ameaça. Calma, diz Passos, é só um exemplo. Não é um exemplo, é um apagão político que, se o candidato do PSD evitar nas próximas semanas, talvez as sondagens o iluminem em vez de o continuarem a castigar. Até Jerónimo, o mais suave adversário televisivo, soube tirar partido de tantas facilidades

 

André Macedo, Diário de Notícias.

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publicado às 14:33




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