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Bacalhau a pataco.

por Tomás Vasques, em 24.03.11

O PSD não está pelos ajustes e começou a vender bacalhau a pataco. Hoje, no afã de ganhar votos, apresentou um projecto para suspender o modelo de avaliação dos professores. Nunca o fez antes, fê-lo agora com um governo de gestão. Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, aplaudiu e os actuais companheiros de viajem do PSD, o Bloco de Esquerda, declararam de imediato o apoio à proposta do PSD. Parecem abutres à volta do voto.

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publicado às 21:32

Citações.

por Tomás Vasques, em 24.03.11

Repito, aqui, a citação 335 de Eduardo Pitta:

 

Miguel Esteves Cardoso, Então adeus e até já, hoje no Público. Excertos finais, sublinhados meus:



«[...] Entretanto, José Sócrates demitiu-se mas continua vivo e há-de aproveitar o descanso que aí vem, muito bem-vindo, para recuperar a liberdade pessoal e política que perdeu. Com a demissão dele (de quem eu gosto e sempre gostei), posso eu bem. Ninguém pode é acusá-lo de querer baldar-se quando o exercício do poder, seja quem for que o exerça, não convém.



Sócrates tem absorvido e concentrado o ódio e o desvio nominalista que acha que a política é, tal como nas revistas cor-de-rosa, uma questão de nomes e de caras. Foi um primeiro-ministro corajoso e inteligente. Achar que Sócrates é culpado — e que removê-lo chega para nos poupar — é uma estupidez de todos os tempos.»

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publicado às 12:33

Agora, as medidas vão ter que sair da toca.

por Tomás Vasques, em 24.03.11

Finalmente, o PSD já começou a dizer «qualquer coisa», usando a técnica de atirar o barro à parede. Hoje, o Correio da Manhã, sem identificar a fonte, diz que o PSD, se for governo, sobe o IVA para 24 ou 25% para não penalizar as pensões. O IVA cai sobre todos, incluindo desempregados, salários mínimos e baixas pensões. E, evidentemente, aumenta a recessão económica, com todas as suas consequências no tecido empresarial e no emprego. Aguardam-se mais medidas do PSD.

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publicado às 12:23

A santa aliança.

por Tomás Vasques, em 24.03.11

O momento escolhido por Passos Coelho para derrubar o governo e provocar eleições antecipadas não foi um mero acaso. Não se ficou a dever sequer ao pacote de austeridade apresentado pelo governo, o dito PEC IV. O líder social-democrata já tinha dado o seu aval, mais do que uma vez, a medidas bem mais gravosas para os portugueses e vai, ele próprio, se tiver essa oportunidade, aplicar medidas bem piores. As circunstâncias: na reunião do Conselho da Europa, a 12 de Março, o primeiro-ministro, ao apresentar o PEC IV, arquitectara com a senhora Merkel e demais parceiros europeus, uma solução para nos manter à tona de água e nos livramos do fardo do pedido de resgate e da intervenção do FMI e das exigências radicais deste. As declarações da senhora Merkel, de Durão Barroso e do comissário europeu para assuntos económicos, depois da reunião de Bruxelas, na sexta-feira passada, são todas elas favoráveis aos esforços do primeiro-ministro. Nestas circunstâncias – esta modalidade «suave» de ajuda externa alcançada por José Sócrates – o principal objectivo de Passos Coelho podia-se gorar: a intervenção do FMI em Portugal e que seja este a exigir o que Passos Coelho pretende, mas sabe que o PSD nunca terá condições políticas para impor: elevados cortes nas despesas do Estado nas áreas da Saúde e da Educação, alteração radical das leis do trabalho e redução dos encargos com a função pública, com consequentes despedimentos. Passos Coelho sabe que só um país de corda ao pescoço, na bancarrota, aceitará a sua proposta de revisão constitucional e as suas «reformas estruturais» de cariz liberal. Por paradoxal que pareça, o PCP e o BE morderam o isco e foram a reboque da estratégia do PSD. A direita mais dura aceitou a «santa aliança» com uma palmadinha nas costas dos comunistas e bloquistas. Estes, para aliviarem as consciências, lá vão dizendo: «PS e PSD são a mesma coisa». Talvez os portugueses, mais uma vez, achem que não.

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publicado às 09:45



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