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O caminho está cada vez mais afunilado.

por Tomás Vasques, em 14.03.11

O primeiro-ministro fez uma declaração ao país. Muito clara. Explicou, no essencial, qual o principal objectivo do governo: evitar a ajuda externa. E porquê: as medidas exigidas pela ajuda externa penalizariam muito mais os portugueses. Clarificou o que estava em causa para 2011, redução da despesa do Estado, e para 2012-13: novas medidas para a redução do deficit para 3% e 2%, respectivamente. Explicou ainda porque tais medidas tinham de ser anunciadas na Cimeira de Bruxelas. Com esta declaração, José Sócrates deu o pontapé de saída para o debate eleitoral que parece estar próximo. As declarações dos opositores são sinal de desorientação: todos, desde José Manuel Pureza a Miguel Relvas, ou porque não perceberam ou porque não quiseram perceber, insistiram em confundir a redução da despesa para 2011 com as medidas anunciadas para 2012-13. António Capucho, na SicN, foi completamente desastroso quanto a esta distinção. A questão, agora, é a seguinte: quem toma a iniciativa de abrir uma crise política num momento tão sensível e de consequências imprevisíveis? Pedro Passos Coelho está com uma batata quente nas mãos: quer eleições antecipadas, mas teme-as. E com razão.

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publicado às 21:28

Notas soltas sobre a manifestação de sábado.

por Tomás Vasques, em 14.03.11
  1. - Não consigo compreender quem, ainda hoje, quando vai a Paris, beija as pedras das calçadas do Quartier Latin, como se estivesse em Maio de 1968, e agora mostra uma aversão tão grande a esta manifestação da «geração à rasca». Sei que pouco tem a ver uma coisa com a outra, dada a distância, do tempo e do modo, a não ser tratar-se de uma iniciativa política da juventude que, independentemente das reivindicações, enriquece a democracia. Recuso-me, porque passaram sobre mim quarenta e tal anos, a pensar como gaullista.
  2. Tenho muitos amigos, sobretudo do PS, que teriam ido a esta manifestação e tecido largos elogios, caso o PS estivesse na oposição. Eu guio-me por outros critérios.
  3. A mobilização demonstrou que para encher a avenida da Liberdade não é necessário trazer a Lisboa 500 autocarros de todos os pontos do país. Os sindicatos da CGTP estão trôpegos e burocratas. Representam muito menos do que aquilo que aparentam e foram, pela primeira vez, confrontados com «outras realidades».
  4. Para quem pensava que esta manifestação iria provocar o início de uma revolução, e já via Lisboa transformada em Cairo ou em Tunes, ficou desiludido. O protesto foi pacífico, democrático e alegre. No fim, no Rossio, a frase que mais se ouviu foi: onde é que vamos beber uma bjeca.
  5. Li coisas semelhantes sobre a manifestação nos blogues Blasfémias e Jugular. Fiquei preocupado.

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publicado às 11:29



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