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Diário de campanha (5).

por Tomás Vasques, em 18.01.11

Ontem, em Aveiro, Paulo Portas entrou na campanha eleitoral para assustar o seu candidato, Cavaco Silva (como no tempo em que era director do Independente): «É uma ilusão pensar que o resultado está garantido. Não está». Mais assustado ainda está Manuel Alegre que, pelos vistos, teme partir outra vez para o exílio. Ontem, em Vila Real, não fez a coisa por menos: «Esta é uma luta de vida ou de morte para a democracia» – disse. Esta segunda semana de campanha vai ser marcada pelo temor de Cavaco Silva não ser eleito à primeira volta e Manuel Alegre a assustar o eleitorado socialista. O resultado, nestes quatro dias que restam de campanha eleitoral, não vai ser bonito de se ver.

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publicado às 02:09

Diário de campanha (4).

por Tomás Vasques, em 16.01.11

A grande novidade do dia de hoje, na campanha eleitoral, é a declaração do PCTP/MRPP, pela voz de Garcia Pereira, em apoio ao candidato Manuel Alegre. Objectivo: «a tarefa principal do Povo é derrubar o Governo de Sócrates e impedir que a alternativa seja Governo PSD/CDS» Para alcançar tal objectivo: «o PCTP/MRPP apela ao voto em Manuel Alegre». Não está mal engendrado.

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publicado às 23:24

Não digas desta água não beberei…

por Tomás Vasques, em 15.01.11

Só hoje li a Visão. Se Manuela Moura Guedes ainda estivesse naquele programa de sexta-feira, na TVI, tinha pano para mangas. Ela, com aquele seu jeito para a «liberdade de expressão», como muitos diziam, ia certamente fazer do «caso BPN» uma verdadeira desbunda. Talvez quando chegar à SIC ainda pegue no assunto.

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publicado às 21:20

Diário de campanha (3).

por Tomás Vasques, em 13.01.11

Fernando Nobre, em Cascais, disse o elementar, coisa de bom senso: «Alegre nunca ganhará a segunda volta, porque manifesta um radicalismo que o bloqueia»; Manuel Alegre, em Évora, respondeu como quem quer aterrorizar a esquerda: «semear a dúvida sobre a minha vitória é estar a prestar um serviço à direita», enquanto Cavaco Silva, visivelmente incomodado com tudo o que respeita ao BPN, diz que «é um desespero muito grande» as notícias publicadas na revista Visão sobre a vizinhança da sua casa, em Albufeira. Defensor de Moura prestou um «serviço à direita» ao dar como certa a vitória de Cavaco de Silva, quando disse que este «prepara a demissão deste Governo», enquanto o candidato do PCP, em Coimbra, pouco inspirado, remeteu-se a uma daquelas frases que não dizem nada: «o estrangulamento e subfinanciamento da Universidade é um caminho contrário à Constituição». Aguarda-se o discurso de José Sócrates em Castelo Branco, onde o candidato-poeta vai ver uma multidão pela primeira vez nesta campanha.

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publicado às 20:27

Diário de campanha (2).

por Tomás Vasques, em 12.01.11

Defensor de Moura fez, hoje, campanha em Viana do Castelo, onde foi autarca durante dezasseis anos. Entra nos cafés e lojas da cidade com à vontade, como se fosse candidato à Câmara, enquanto distribui pelos presentes a sua frase preferida: «Cavaco Silva já não é imaculado». Francisco Lopes, no mercado de Olhão, garantiu na banca do peixe que «os mercados não são Deus», o que pode ser uma gaffe de ateu. Por sua vez, Cavaco Silva, na Guarda, finalmente desentupiu: disse que nos espera «uma crise grave, não só económica e social, mas também política». Com a ameaça perde eleitores socialistas, mas pensa retirar o seu eleitorado da letargia. Manuel Alegre, num almoço-comício para amigos, em Beja, declarou, num tom de voz solene, tipo rádio Voz da Liberdade, que «a democracia deixará de ser a mesma» com a eleição de Cavaco Silva. Está apenas à procura do entusiasmo e do voto  dos socialistas que nunca mais chega.

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publicado às 21:38

Engrenagens da crise.

por Tomás Vasques, em 12.01.11

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publicado às 15:22

Diário de campanha (1).

por Tomás Vasques, em 10.01.11

A campanha eleitoral para as presidenciais, ao segundo dia, dadas as circunstâncias e os protagonistas, segue o seu curso normal. Deambulando pelo país à procura de votos, os candidatos vão, aqui e ali, deixando frases que fiquem no ouvido dos eleitores. Hoje, Defensor de Moura, com medo que o caso BPN saia da agenda, pediu «a demissão do Presidente da República», como quem pede tremoços para a mesa do canto; Manuel Alegre, para não destoar, pediu ao Presidente-candidato que interrompa a campanha e vá por essa Europa fora «explicar que a subida dos juros da dívida é artificial, que é uma injustiça». Em troca, Cavaco Silva disse-lhes que não responde aos adversários «por mais loucos que eles sejam», enquanto se fazia passar pelo «agricultor da família», só porque lhe couberam em herança uns terrenos rústicos. O problema maior é que ainda faltam quase duas semanas até às eleições. São muitos dias.

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publicado às 21:59

Semear ventos, colher tempestades.

por Tomás Vasques, em 06.01.11

O primeiro-ministro, José Sócrates, viu-se envolvido nos meandros do «caso Freeport» por ter tomada uma decisão, enquanto Ministro do Ambiente, em 2002. Não era arguido no processo, nem sequer testemunha, mas o dito caso serviu às mil maravilhas uma campanha política demolidora, sobretudo em períodos eleitorais, quer em 2005, quer em 2009. A parada foi tão alta que até Manuela Moura Guedes – sim, Manuela Moura Guedes – foi adorada como se de uma santa se tratasse. Agora, durante a campanha presidencial, o «caso BPN» caiu em cima do Presidente-candidato, Cavaco Silva. Como era de esperar, o atoleiro do «caso Freeport» repete-se agora no «caso BPN». Pela minha parte dispenso estes «casos» a contaminar a discussão política. Mas, não deixo de sorrir, com um sorriso rasgado, quando leio os argumentos dos que fizeram do «caso freeport» uma aposta política e agora, no «caso BPN», escrevem exactamente ao contrário, roçando o argumentário de virgens ofendidas. Centrar campanhas eleitorais em casos destes é como pregar pregos no caixão da democracia, mas quem semeia ventos, colhe tempestades. Cavaco Silva vai ganhar as eleições presidenciais, naturalmente. Mas fragilizado politicamente. Há indícios de que o «caso BPN» ainda vai no adro. O segundo mandato de Cavaco Silva pode não ser tão fácil como o primeiro.

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publicado às 23:12

Não apaguem a memória.

por Tomás Vasques, em 06.01.11

A propósito do caso BPN, que circula como veneno no circuito eleitoral, Eduardo Pitta lembra o caso da falência fraudulenta, ocorrida em 1986, da Caixa Económica Faialense, banco que roubou as poupanças dos clientes. E lembra ainda (sublinhados meus):

 

«Em 2004, Américo Duque Neto, o presidente da Faialense, foi condenado a cinco anos de prisão, reduzidos a dois por perdão judicial, bem como ao pagamento de 2,5 milhões de euros de indemnização a José Bairos Fernandes, emigrante açoriano no Canadá que perdeu todas as economias com a fraude. Uma reportagem da jornalista Isabel Horta, da SIC, dissecando o processo, trouxe à colação ministros dos governos Balsemão, como João Vaz Serra de Moura, ministro da Qualidade de Vida (VII gov), e Luís Morales, ministro do Trabalho (VIII gov), bem como vários notáveis do PSD. Outros tempos.



A fraude da Caixa Económica Faialense é exemplar. Em 1995, em Toronto, José Bairos Fernandes matou a tiro o gerente da agência da Faialense. Em França, outro emigrante suicidou-se. Os que vieram de França manifestar-se ao Terreiro do Paço, foram espancados pela polícia de choque, era Dias Loureiro ministro da Administração Interna de Cavaco (XII gov). Em visita oficial ao Canadá, Manuela Aguiar, secretária de Estado das Comunidades de Cavaco, recusou receber os emigrantes espoliados. Em 2004, o Supremo Tribunal Administrativo obrigou o Estado a pagar uma pensão mensal (vitalícia) de 1200 euros a José Bairos Fernandes.»

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publicado às 11:20

Vintage.

por Tomás Vasques, em 03.01.11

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publicado às 12:46

Palavras e frases mais frequentes em 2011.

por Tomás Vasques, em 03.01.11

Mercados financeiros. Divida soberana. Ataque ao Euro. Crise europeia. Austeridade. Mais Austeridade. Desemprego. Pobreza. Controlo da despesa. Estado social. Eleições antecipadas.

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publicado às 11:32

Sinais de fogo.

por Tomás Vasques, em 03.01.11

A Europa está em declínio acentuado, a todos os níveis. O que vem aí, nesta década que agora se inicia, nem os bruxos conseguem adivinhar. Mas não é só o declínio económico e a consequente perda gradual de direitos sociais. São os direitos políticos, as liberdades e as garantias dos cidadãos e a qualidade da democracia que se enfraquecem dia a dia. O partido conservador no poder na Hungria – país membro da EU – aprovou uma lei que prevê, entre outras «pérolas», pesadas multas (até 750 mil euros) aos jornalistas que publiquem notícias que não sejam «politicamente equilibradas» ou que ofendam «o interesse público» ou a «ordem moral». Uma entidade reguladora, nomeada pelo governo, aplicará a lei, tendo ainda muitos outros poderes, incluindo o acesso prévio ao material informativo. O jornal húngaro Népszabadság titula em primeira página, em todas as línguas da EU: «A liberdade de imprensa na Hungria acabou». Também, segundo o DN, o governo português prepara-se para entregar às polícias norte-americanas os ficheiros dos portugueses, que constam do Arquivo de Identificação Civil e Criminal e a base de dados de ADN, que se encontra no Instituto de Medicina Legal, em Coimbra. A devassa generalizada da vida privada dos cidadãos, através das escutas telefónicas, em nome da luta contra o terrorismo ou contra a corrupção, com a cumplicidade de quase toda a gente, foi o primeiro rombo no património democrático europeu. A partir daí, como vamos assistindo, muitos outros rombos se seguem. Até onde? Até quando?

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publicado às 08:51

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