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Semear ventos, colher tempestades.

por Tomás Vasques, em 06.01.11

O primeiro-ministro, José Sócrates, viu-se envolvido nos meandros do «caso Freeport» por ter tomada uma decisão, enquanto Ministro do Ambiente, em 2002. Não era arguido no processo, nem sequer testemunha, mas o dito caso serviu às mil maravilhas uma campanha política demolidora, sobretudo em períodos eleitorais, quer em 2005, quer em 2009. A parada foi tão alta que até Manuela Moura Guedes – sim, Manuela Moura Guedes – foi adorada como se de uma santa se tratasse. Agora, durante a campanha presidencial, o «caso BPN» caiu em cima do Presidente-candidato, Cavaco Silva. Como era de esperar, o atoleiro do «caso Freeport» repete-se agora no «caso BPN». Pela minha parte dispenso estes «casos» a contaminar a discussão política. Mas, não deixo de sorrir, com um sorriso rasgado, quando leio os argumentos dos que fizeram do «caso freeport» uma aposta política e agora, no «caso BPN», escrevem exactamente ao contrário, roçando o argumentário de virgens ofendidas. Centrar campanhas eleitorais em casos destes é como pregar pregos no caixão da democracia, mas quem semeia ventos, colhe tempestades. Cavaco Silva vai ganhar as eleições presidenciais, naturalmente. Mas fragilizado politicamente. Há indícios de que o «caso BPN» ainda vai no adro. O segundo mandato de Cavaco Silva pode não ser tão fácil como o primeiro.

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publicado às 23:12

Não apaguem a memória.

por Tomás Vasques, em 06.01.11

A propósito do caso BPN, que circula como veneno no circuito eleitoral, Eduardo Pitta lembra o caso da falência fraudulenta, ocorrida em 1986, da Caixa Económica Faialense, banco que roubou as poupanças dos clientes. E lembra ainda (sublinhados meus):

 

«Em 2004, Américo Duque Neto, o presidente da Faialense, foi condenado a cinco anos de prisão, reduzidos a dois por perdão judicial, bem como ao pagamento de 2,5 milhões de euros de indemnização a José Bairos Fernandes, emigrante açoriano no Canadá que perdeu todas as economias com a fraude. Uma reportagem da jornalista Isabel Horta, da SIC, dissecando o processo, trouxe à colação ministros dos governos Balsemão, como João Vaz Serra de Moura, ministro da Qualidade de Vida (VII gov), e Luís Morales, ministro do Trabalho (VIII gov), bem como vários notáveis do PSD. Outros tempos.



A fraude da Caixa Económica Faialense é exemplar. Em 1995, em Toronto, José Bairos Fernandes matou a tiro o gerente da agência da Faialense. Em França, outro emigrante suicidou-se. Os que vieram de França manifestar-se ao Terreiro do Paço, foram espancados pela polícia de choque, era Dias Loureiro ministro da Administração Interna de Cavaco (XII gov). Em visita oficial ao Canadá, Manuela Aguiar, secretária de Estado das Comunidades de Cavaco, recusou receber os emigrantes espoliados. Em 2004, o Supremo Tribunal Administrativo obrigou o Estado a pagar uma pensão mensal (vitalícia) de 1200 euros a José Bairos Fernandes.»

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publicado às 11:20



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