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Memória e esquecimento.

por Tomás Vasques, em 26.05.10

 

 

Jerónimo de Sousa, no final da semana passada, deu-lhe para falar na «soberania e independência nacional», e disse: «Hoje a questão da soberania e da independência nacional está de novo colocada. Não temos ilusões, PS e PSD desistiram de Portugal.» Ao ler esta pérola faço um apelo à memória. E lembro-me quando, em Agosto de 2008, 200 000 soldados e 5 mil tanques soviéticos, sob a capa do «Pacto de Varsóvia», invadiram a Checoslováquia, com o aplauso do PCP. Escrevia o Avante, em Outubro de 1968:

 

«O PC Português entende que os marxistas-leninistas não podem contestar em princípio a legitimidade revolucionária de uma intervenção de países socialistas noutros países socialistas a fim de defenderem as conquistas do socialismo, impedirem a contra-revolução, assegurando ao mesmo tempo a defesa do campo socialista no seu conjunto».

 

Jerónimo de Sousa está com falta de memória.

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publicado às 20:48

Está na altura de apertar o cinto ao Estado.

por Tomás Vasques, em 26.05.10

Dizem os jornais que o governo se prepara para acabar com 8 medidas «anti-crise», introduzidas no ano passado, que vão de alterações ao subsídio de desemprego até ao abono de família. Não se entende como, se acabam com medidas anti-crise, exactamente no momento em que a dita crise mais se abate sobre os portugueses mais desprotegidos. E notícias do emagrecimento das gorduras do Estado e do «plano nacional contra as mordomias e o desperdício»? Nem uma. Está na altura de apertar o cinto ao Estado. Enquanto isso não acontecer ninguém acredita que o seu esforço sirva para o que quer que seja. A cultura da «austeridade» deve começar por cima.

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publicado às 18:01

Abraços.

por Tomás Vasques, em 26.05.10

 

 

João Tunes e Joana Lopes (dois eleitores do BE e apoiantes entusiastas do candidato Manuel Alegre) tiveram a amabilidade de referir um texto que atrás escrevi sobre o apoio do PS à candidatura presidencial do poeta – um abraço de urso. Aproveito a oportunidade para deixar mais duas dicas sobre o assunto.

Primeira: os «social-revolucionários» do BE têm uma estratégia política clara: ocupar o espaço eleitoral do PS para alcançar o poder (há 30 anos eram os «verdadeiros comunistas», hoje querem ser os «verdadeiros socialistas»). Ora, acontece que Manuel Alegre se disponibilizou para ser parte importante nesta estratégia do BE contra o PS. Em suma: Manuel Alegre é o candidato que, objectivamente, serve a estratégia dos que sonham avançar sobre os escombros do PS. Por isso, grande parte dos socialistas não se revê nessa candidatura. E, nas circunstâncias presentes (sobretudo porque o PS não encontrou um candidato seu a tempo e horas), não lhe resta outra alternativa senão dar-lhe o abraço de urso.

Segunda: João Tunes assenta a sua «euforia» alegrista num pressuposto, no mínimo, ilusório. Escreve: «a esquerda, que até hoje só perdeu uma eleição presidencial…». Qual «esquerda», pergunto? A que se reuniu em 1976 e 1980 à volta de Otelo Saraiva de Carvalho? Ou, em 1985, à volta de Salgado Zenha e Pintassilgo contra Mário Soares? Ou, em 1991, à volta de Carlos Marques? Ou, em 2001, à volta de Fernando Rosas? No passado, contra o PS nenhuma «esquerda» ganhou eleições presidenciais em Portugal. E a candidatura de Manuel Alegre integra-se numa estratégia política contra os socialistas. Por isso, tal como muitos socialistas, eu não voto Manuel Alegre.

À laia de rodapé: as razões são muito diversas, mas factos são factos: o partido socialista ganhou eleições legislativas quando teve como secretário-geral Mário Soares, António Guterres e José Sócrates e perdeu-as quando os socialistas foram dirigidos por Vítor Constâncio, Jorge Sampaio e Ferro Rodrigues. Muitas leituras se podem fazer a partir deste facto, contudo, estou certo, que para tal não contou apenas o tempo, mas também o modo.

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publicado às 11:30



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