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Citações.

por Tomás Vasques, em 23.04.10

As pessoas não podem dispensar a saúde, o ensino e a segurança social. Como não podem dispensar a segurança e a justiça. Daí em diante, e para não acabarmos mal, é preciso medir avaramente cada tostão. Se não for isso, o Plano B não irá longe.

 

Vasco Pulido Valente, Público, 23.05.10.

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publicado às 08:51

Presidenciais 2011 (6).

por Tomás Vasques, em 23.04.10

Na RTP1, decorreu um debate sobre as eleições presidenciais, num programa de nome Corredor do Poder. Até dá gosto ver Ana Drago, a deputada e dirigente do Bloco de Esquerda, a defender o candidato Manuel Alegre com a mesma convicção com que defendeu Francisco Louçã há 4 anos. Ele – o seu candidato – fez críticas ao governo, diz com ar embevecido. É caso para lhe responder: olhe, Cavaco Silva também fez críticas ao governo.

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publicado às 00:12

Deus não dorme (4).

por Tomás Vasques, em 21.04.10

 

 

Houve um tempo em que o actual primeiro-ministro, fosse onde fosse, tinha à sua chegada um grupo de «agitadores profissionais» para o vaiar e apupar. Às vezes não eram mais de uma dezena, mas o resultado era eficaz: as notícias da deslocação centravam-se nos apupos. Embalados pelos resultados, estes «agitadores profissionais» chegaram a ir vaiar o primeiro-ministro quando este entrava para uma reunião na sede do seu partido, no Largo do Rato. Muita boa gente aplaudia, uns abertamente, outros em surdina, esta «técnica» de fazer política. Estavam no seu «direito» de protestar – diziam. Em substância, a «acção» é parasitária, mas simples: aproveita-se uma deslocação de alguém que se quer contestar para, aí, no local, afrontar as suas posições, através de apupos, cartazes ou outro qualquer meio que permita a «notícia». Parece que fez escola esta «técnica». Um grupo de cidadãos propõe, agora, durante a visita do Papa a Portugal, entregar preservativos «ao» Papa. Ao contrário do silêncio noutras ocasiões em que esta «técnica» foi utilizada, as reacções a esta acção são duras. Jorge Costa escreve: Na minha modesta opinião, esta gente deveria ser presa; João Gonçalves, acrescenta: com certo tipo de gente só a espada serve. Filipe Nunes Vicente, sempre lúcido, salva a honra do convento. Eu, agora, só digo: pois… pois.

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publicado às 12:21

Presidenciais 2011 (5).

por Tomás Vasques, em 20.04.10

Joana Amaral Dias tem um fino raciocínio político. Não espanta. Foi letrada por professores de alto gabarito, como Francisco Louçã e Luís Fazenda. Ontem, escreveu, a propósito da candidatura de Manuela Alegre, no CM: «Nesse vazio (ausência de apoio do PS), ganha, evidentemente, Cavaco Silva. Bem como a estratégia do Bloco de Esquerda.» Para além desta mendicidade diária da parte do BE em pedir o apoio do PS a Alegre, neste fino raciocínio, há um detalhe que alguém se esqueceu de explicar a Joana Amaral Dias: Manuel Alegre não é o candidato dos socialistas, mesmo que obtenha o apoio da actual direcção do PS. Essa foi a «estratégia do Bloco de Esquerda»: sobrepor uma lógica de comezinho interesse partidário contra os seus fantasmas – o PS e o PCP – e, com isso, alegrar a extrema-esquerda bloquista (com a conivência de Alegre), mas facilitando a eleição de Cavaco Silva. E agora já não há volta a dar.

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publicado às 22:33

«Eu não acredito que se chegue a uma situação de bancarrota, isso é qualquer coisa que nem nos deve passar pela cabeça. Era preciso que cometêssemos muitos, muitos erros. Não podemos comparar Portugal nem com a Grécia, nem com a Islândia nem tão pouco com a Irlanda. A nossa situação é mais favorável do que estes países.»

 

Cavaco Silva, hoje em Setúbal.

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publicado às 17:29

Coisas importantes que só passam em rodapé.

por Tomás Vasques, em 20.04.10

Bruxos só quando lhes convém?

por Tomás Vasques, em 19.04.10

 

 

Prestigiados economistas insistem que Portugal está na boca dos lobos. Há dias, Simon Jonhson, ex-economista chefe do FMI, dizia que «o próximo grande problema global» seria Portugal. Hoje foi a vez de Joseph Stiglitz, professor na universidade de Colúmbia, dizer ao El País, que não exclui a hipótese de Portugal ou a Espanha acabarem por falir. Devemos estar muito atentos ao que estes prestigiados economistas dizem sobre Portugal. Mas, ao mesmo tempo, devemos pedir credenciais: qual deles previu a tempo o sub-prime e as suas consequências. E os dados da actividade financeiro, sobretudo em relação ao sector imobiliário e à transmissão de créditos de alto risco, estavam lançados desde meados da década de 90.

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publicado às 19:20

Isto é pornografia política.

por Tomás Vasques, em 19.04.10

Citações.

por Tomás Vasques, em 18.04.10

Francisco Louçã bem pode ensaiar permanentemente a pose de quem veio directamente do 5º anel de saturno para a política portuguesa – é lisboeta, cresceu lisboeta e fala com precisão. Percebe-se perfeitamente que, como se exige a qualquer político, é capaz de desenvolver em simultâneo dois ou mais raciocínios: o do que está a dizer, e o do cálculo das suas interpretações, pelo público e pelos pares. Louçã sabe perfeitamente o que sempre foi, para qualquer português e para qualquer lisboeta, dizer de alguém que é manso, ou que está manso, ou cada vez mais manso. Na Lisboa grunha, homem que não desse uma tareia à mulher se ela viesse gira à rua, era um corno manso. Aquele? É boi manso! Como li aqui, é como Ana Drago a qualificar o governo de Barroso como docemente submisso. Discursos a um milímetro da fronteira da provocação explícita, mas guardando o milímetro que permite recuar para a igreja das virgens ofendidas e politicamente correctas. O que isto tem de irritante é vir de quem pretende sempre arrastar a luta política para o campo da moral e da ética, mas não hesita em usar no discurso a arte da dissimulação. De quem anda sempre a querer legalizar e normalizar a diferença mas que, depois, usa o significado reaccionário que essa diferença tem no simbólico colectivo para provocar o adversário. Como aprendi na escola, chama-se a isto ser sonso. E o pior lugar para a sonsice é a política.

 

Mário Rui (Palâtre)

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publicado às 18:23

O estado das coisas.

por Tomás Vasques, em 18.04.10

Hoje, a «dinâmica da ideologia individualista com as suas exigências de liberdade e igualdade» (Lipovetsky) tritura tudo a eito. Não há cargos, nem funções que mereçam o «devido respeito». Um Primeiro-Ministro ou um Papa merecem o mesmo tratamento que um qualquer violador das Telheiras, quando não pior. E ainda há, para adubar o caldo, os que tratam um primeiro-ministro abaixo de cão, enquanto exigem respeito a um Papa. E vice-versa. Nesta «dinâmica» não há meio-termo: ou há respeito ou vai tudo a eito.

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publicado às 18:15

A Natureza.

por Tomás Vasques, em 18.04.10

Num ápice, o Eyjafjallajokullm dominou a Europa, evidenciando que a organização humana é a parte mais fraca do planeta.

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publicado às 13:43

No peditório de Manuel Alegre só dá quem quer.

por Tomás Vasques, em 14.04.10

 

 

Hoje, a meio da tarde, circulou uma notícia segunda a qual o PS iria manifestar o seu apoio a Manuel Alegre, candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda, após este formalizar a sua candidatura. Esta notícia foi desmentida em comunicado do Gabinete de Imprensa do PS de uma forma clara: «o Partido Socialista lembra que não tem qualquer reunião perspectivada, nem tem a intenção de a marcar, sobre o tema das eleições presidenciais». A primeira notícia não tinha fonte identificada, quanto ao desmentido, este foi feito pelo próprio PS. Também hoje, Edmundo Pedro, um histórico socialista, em declarações ao Rádio Clube Português, afirmou: «os socialistas estão contra Alegre». E concretizou: «O que eu sei é que a grande parte, a esmagadora maioria do Partido Socialista está contra o Manuel Alegre. O que eu sei, por experiência da minha secção, é que Manuel Alegre dentro do Partido Socialista não tem apoio praticamente nenhum». Pelos vistos, a estratégia pessoal de Manuel Alegre de levar o PS a apoiar o candidato do Bloco de Esquerda, em vez de levar o Bloco de Esquerda a apoiar o candidato apoiado pelo PS está a dar par o torto. Neste momento, três meses depois do poeta se disponibilizar para ser candidato à presidência da República, uma coisa é certa: Alegre não é o candidato presidencial dos socialistas, mesmo que a actual Direcção do PS, lá para Agosto ou Setembro, declare o seu apoio, o que ainda não é certo. Neste cenário, o poeta revela nervosismo: tanto afirma que «há mais vida para além das presidenciais», insinuando uma possível retirada de cena, como tenta emendar a mão, declarando que «a minha casa é o PS». Mas já é tarde: muitos socialistas têm a convicção de que Manuel Alegre já nada tem a ver com o PS e, caso fosse eleito, seria o protagonista de uma cisão no partido que lhe deu poiso durante trinta anos, legalizando o seu MIC e provocando, então, eleições antecipadas. Neste peditório só dá quem quer.

 

Também no Aparelho de Estado.

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publicado às 21:45

Quem tem tomates, tem tudo.

por Tomás Vasques, em 14.04.10

 

 

Enquanto bebo o café, depois de almoço, passo os olhos pelo Le Monde diplomatique (edição portuguesa) de Março. E detenho-me num extenso texto (página 12 e 13) do jornalista Pierre Daum sobre tomates. O título é: E tudo por mais alguns tomates. A história é simples: Pierre Daum – o jornalista – não gosta que a região de Almeria, em Espanha, abasteça toda a Europa de tomates durante todo o ano. Primeiro, porque o preço competitivo é obtido à custa da exploração de mão-de-obra agrícola mal paga (ele explica, com uma boa dose de chauvinismo, que um operário agrícola em França ganha 55,4 euros por dia, enquanto em Espanha só ganha 44,40, beneficiando ainda de alguma mão-de-obra ilegal paga a 37 euros dia); depois; os motoristas ( «búlgaros ou ucranianos» – especifica ele) que fazem a distribuição até Paris, Amesterdão, Londres, Berlim, Varsóvia e por aí fora são explorados («alguns, remunerados por quilómetro percorrido, fazem o máximo de quilómetros que podem, mesmo não respeitando as pausas obrigatórias»). Neste ponto também se inclui a poluição produzida pelos camiões; finalmente, os tomates espanhóis não têm gosto, são duros, não «amadurecem na sua cesta de frutos» e apodrecem rapidamente. Ora, os tomatais de Almeria («quarenta mil hectares, trinta mil produtores», indigna-se o autor do texto) só existem porque os consumidores europeus quando não têm acesso a tomates a sério, procuram os tomates de aviário, borrifando-se nos tomates maduros, na globalização e na luta de classes. O que significa que quem tem tomates todo ano, tem tudo. O resto é conversa fiada.

 

(publicado aqui)

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publicado às 15:58

Assim apareça o sol que nos tem escapado.

por Tomás Vasques, em 14.04.10

Desde que o governo e Câmaras Municipais decretaram tolerâncias de pontos (dia 13 de Maio, quinta feira, é em todo o país) os sites sobre meteorologia e previsão do tempo não têm descanso. Se aparecer o sol que ultimamente nos tem escapado e temperatura primaveril, própria da época, é natural que a maioria dos portugueses dispensados prefiram ver o Papa a partir do Algarve ou, para quem não se quiser afastar muito, dos areais da Costa da Caparica.  

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publicado às 12:02

O reverso da medalha.

por Tomás Vasques, em 13.04.10

Notícia do Expresso diz que «António Mexia e Zeinal Bava foram eleitos melhores CEO da Europa por analistas de todo o mundo, reunidos pela empresa norte-americana Institutional Investor.» Esta escolha cai em cima da discussão sobre os elevados rendimentos dos Administradores das principais empresas portugueses, muitas delas públicas ou com participação do Estado. No entanto, questão mais importante (do que os elevados rendimentos atribuídos a estes administradores) é que estas empresas se integram num tecido económico tão débil que um aumento do salário mínimo de trinta ou quarenta euros abalava a estrutura de alto a baixo.

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publicado às 19:38




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