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O reverso da medalha.

por Tomás Vasques, em 13.04.10

Notícia do Expresso diz que «António Mexia e Zeinal Bava foram eleitos melhores CEO da Europa por analistas de todo o mundo, reunidos pela empresa norte-americana Institutional Investor.» Esta escolha cai em cima da discussão sobre os elevados rendimentos dos Administradores das principais empresas portugueses, muitas delas públicas ou com participação do Estado. No entanto, questão mais importante (do que os elevados rendimentos atribuídos a estes administradores) é que estas empresas se integram num tecido económico tão débil que um aumento do salário mínimo de trinta ou quarenta euros abalava a estrutura de alto a baixo.

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publicado às 19:38

Citações.

por Tomás Vasques, em 13.04.10

«Quando se esperava que o PSD, depois de deixar cair, como foi amplamente referido no Congresso, os "ataques pessoais" ao engº Sócrates, se centrasse no estado calamitoso em que se encontram as finanças públicas e a economia nacional, eis que o dr. Passos Coelhos tira da cartola uma revisão constitucional que tem o condão de não resolver nenhum dos principais problemas do país. A escolha desta inesperada prioridade é um dos grandes mistérios que, na minha opinião, assombrou a intervenção do dr. Passos Coelho. A não ser que a intenção do novo líder do partido fosse aproveitar o palco do Congresso não tanto para atacar o Governo do engº Sócrates mas para se demarcar do PSD da dra. Ferreira Leite.»

 

 

Constança Cunha e Sá, CM, 13.04.10

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publicado às 15:31

Palavras insuspeitas.

por Tomás Vasques, em 13.04.10

Excerto do texto de Mário Soares, hoje, no DN.

 

«O Congresso do PSD. Terminou em festa e unidade, no domingo passado. Pedro Passos Coelho tinha sido já eleito, nas directas, como o líder do partido, por esmagadora maioria. Vendo de fora, como simples observador e com a isenção possível, penso que o Congresso marcou uma viragem importante na orientação política do PSD, agora dirigido por Passos Coelho. Nos dois discursos que fez revelou-se não só muito hábil, politicamente, seguro de si e sabendo o que quer e sem pressas... (…)

Realmente, foi fácil constatar que houve muitas caras conhecidas – dos chamados barões – que não se dignaram participar no Congresso. A meu ver, foi um erro grave que cometeram, estando lá, a convite especial do líder, os derrotados Aguiar-Branco e Paulo Rangel. Na verdade, houve ausências estranhas. Cito, entre outros: Francisco Balsemão, militante n.º 1 e fundador do partido, Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes, Marques Mendes, Pacheco Pereira e outros mais. Significa isto o início de uma conspiração? Não creio.

Julgo que não só menosprezaram, como político, Pedro Passos Coelho. Ficaram à espera do que iria acontecer no Congresso. Pois bem, houve entusiasmo, espírito de unidade, dado o cansaço que causou a "guerrilha interna" inútil e interminável de onde saíram. Os dois discursos de Passos Coelho foram sensatos e inteligentes, revelando, perante as suas tropas, uma grande dose de modéstia, equilíbrio e até de generosidade, para com os seus adversários internos da véspera. Por isso o ambiente geral me pareceu ser de satisfação, para alguns inesperada. Mas as grandes provações começam agora. Veremos o que vai passar-se. Contudo, que se abriu um caminho novo e mais inteligente, abriu-se...»

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publicado às 09:56

Os caminhos da memória (2).

por Tomás Vasques, em 13.04.10

 

 

Sou pouco selectivo nos caminhos que me conduzem à memória de generais. E, por isso, tenho dificuldade em compreender a distinção, por exemplo, entre os marechais António de Spínola e Costa Gomes. Este foi subsecretário de Estado do Exército (1958-1961); comandante da Região Militar de Angola, no auge da guerra colonial, em 1970; e nomeado Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, em 1972, cargo que exerceu até Março de 1974. Parece que tem, sem indignações, nem lamúrias, o nome em avenidas de Lisboa e do Porto. Por isso, referi a indignação de Joana Lopes (pessoa incapaz de apagar um post, como sugeri, pelo que me penitencio) com a atribuição do nome de António de Spínola a uma avenida de Lisboa, ignorando (ou distinguindo) que Costa Gomes já tinha igual honraria. É penosa qualquer discussão que resvale para qualificar um destes militares de carreira no Estado Novo como mais «progressista» do que o outro; ou que um merece o nome numa avenida e o outro não. Daqui até ao que se deve ou não apagar da memória dos povos (como se de criancinhas se tratasse e a quem não se pode contar a história toda) é um pequeno salto. O nome de Costa Gomes fica bem numa Avenida, mas o de António de Spínola não? O radicalismo subjacente a esta visão permita a provocação: acho que a ponte sobre o Tejo nunca devia ter perdido o nome original – ponte Salazar –, nem as estátuas dos navegadores portugueses deviam ter desaparecido das paragens africanas. A história não se apaga, apesar de Stalin ter apagado Trotsky das fotografias. Mas não é só uma provocação. É, sobretudo, uma dúvida que aqui fica registada.

 

PS. Comentários em blogues e tempos de resposta é outra conversa.

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publicado às 00:13



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