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Escutas (2).

por Tomás Vasques, em 12.02.10

Quando não servem para incriminar ninguém, porque não constituem crime, as escutas, meio auxiliar da investigação criminal, autorizadas por um juiz, chegam aos jornais por sorteio ou ainda será utilizado o velho método, consagrado na literatura e no cinema,  de enviar alguém para a cama de alguém?

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publicado às 20:23

Escutas.

por Tomás Vasques, em 12.02.10

Vejo o início dos telejornais. Isto não é um país, é uma orgia de escutas, de conversas privadas nas bocas do mundo. Este regabofe vai endividar mais as gerações futuras do que qualquer endividamento externo, por mais elevado que seja.

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publicado às 20:12

Violações e paternidades.

por Tomás Vasques, em 12.02.10

O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, Carlos Anjos, afirmou hoje que a violação do segredo de justiça “é dramática para as investigações. Não é com gosto que assistimos a esta situação de devassa processual. Lamento”.

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publicado às 19:44

O polvo.

por Tomás Vasques, em 12.02.10

No essencial, como escreveria qualquer marxista que tivesse lido Marx, o que está em causa é a luta interminável entre quem deve ocupar o posto de comando: o poder económico ou o poder político.  

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publicado às 17:42

O PSD.

por Tomás Vasques, em 12.02.10

 

 

 

Nesta sexta-feira de Carnaval, dia em que o Sol chegou ao Céu, Aguiar-Branco apresentou a sua candidatura à presidência do PSD. Magoado com o seu rival, Paulo Rangel, e com todos o que o apunhalaram, diz quem sabe. Mas, não é novidade. Há muito tempo, desde que Cavaco Silva abandonou a presidência do partido, no interior do PSD, todos andam com uma faca na liga não vá o diabo tecê-las. Para quem, como eu, está de fora, vê no PSD  3 momento na sua história. O primeiro momento, com o seu fundador, Sá Carneiro, o PSD uniu-se à volta de uma matriz ideológica e programática social-democrata com contornos tão precisos quanto a situação pós 25 de Abril o permitia. E deu, quer na oposição, quer no governo, significativos contributos para a consolidação da democracia portuguesa. A morte prematura do seu fundador acabou com este primeiro momento. Depois de um período de transição (Pinto Balsemão e Mota Pinto) surge o segundo momento com Cavaco Silva. Neste período, a unidade faz-se à volta do exercício do poder e da «eficácia governativa». Gradualmente, as referências ideológicas e programáticas precisas do primeiro momento esvaíram-se e deram lugar a uma multiplicidade de matrizes ideológicas nebulosas unidas à mesa do orçamento de Estado e das empresas públicas. Não é por acaso que protagonistas centrais dos governos de Cavaco Silva, quando este abandonou o governo e a presidência do partido, se lançassem a fundar bancos e empresas, num prolongamento da matriz «ideológica» que caracterizou este segundo momento do PSD. O terceiro momento é o que o PSD ainda vive, em que mil flores desabrocharam, e em que todos se apunhalam, uns aos outros, num «suicídio colectivo», nas palavras de Pinto Balsemão. Exemplos? Ainda Santana Lopes não tinha feito a declaração de derrota já Marques Mendes brandia todos os punhais de que dispunha; mal foi eleito presidente Filipe Meneses já Pacheco Pereira, na Marmeleira, sacava da espada mais afiada que tinha ao alcance; Manuela Ferreira Leite não quis quebrar a tradição samurai fratricida e na formação da lista para o Parlamento, em Setembro passado, cuspiu em cima do seu principal opositor nas eleições internas, Pedro Passos Coelho. A lista de exemplos é imensa e multiplica-se por mil se descermos às Distritais. A história do PSD, neste terceiro momento, é a história da luta de facções e de ódios pessoais de estimação. E Cavaco Silva, à procura de amparo, atira fósforos para os montes de palha. A apresentação da candidatura de Paulo Rangel, na quinta-feira, insere-se nessa tradição de arruaça, deslealdades e apunhalamentos, o que não augura nada de bom após o resultado final. Tudo indica que este terceiro momento – o de faca na liga – se vai prolongar para além das próximas directas. Pacheco Pereira irá inverter o símbolo do PSD se Passos Coelho ganhar. O próprio Instituto Sá Carneiro é reserva privada de um facção. O PSD é constituído, irreversivelmente, por dois ou três corpos diferentes e só não se separaram por causa da miragem dos pratos deliciosos que o poder lhe estenderá sobre a mesa. Um partido assim, sem matriz ideológica e programática definida e com tantos ódios pessoais à flor da pele, não é credível para governar. Os resultados eleitorais e as sondagens recentes provam-no.

 

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publicado às 16:43

Revisão da matéria dada (2).

por Tomás Vasques, em 12.02.10

No nosso sistema político, nas eleições para a Assembleia da República, para além da eleição dos deputados, é «eleito», directamente, no senso comum, também o primeiro-ministro. Daí que essas eleições confiram legitimidade democrática directa, não só ao partido mais votado, mas também ao candidato a primeiro-ministro. Nas eleições para a Assembleia da República, a escolha do primeiro-ministro, entre os candidatos ao cargo dos vários partidos, é decisiva no voto dos eleitores. Esta regra está tão interiorizada que nenhum partido com aspirações a governar se dá ao luxo de se apresentar às eleições reservando para depois do acto eleitoral a escolha de quem será o primeiro-ministro. Por isso, a substituição de um primeiro-ministro no mesmo quadro parlamentar só ocorreu, desde 1976, duas vezes. A primeira com a morte de Francisco Sá Carneiro; a segunda com o abandono do cargo por parte de Durão Barroso. Nos dois casos, os primeiros-ministros que lhes sucederam, estavam «feridos» pela falta de legitimidade democrática conferida pelo acto eleitoral. A isto não é estranho o facto de nenhum deles, quer Pinto Balsemão, no primeiro caso, quer Santana Lopes, no segundo, ter terminado a legislatura. Em suma: em Portugal, o primeiro-ministro tem uma legitimidade democrática conferida directamente através de eleições que «impede» a sua substituição sem ser através de novas eleições. Repito: em democracia não são permitidos truques e outras magias.

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publicado às 13:58

O Sol.

por Tomás Vasques, em 12.02.10

 

 

Segundo me dizem, o Sol está esgotado. Naturalmente. Aqui se reproduz a capa da edição de hoje, prova da liberdade de imprensa em Portugal.

 

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publicado às 11:36

Revisão da matéria dada.

por Tomás Vasques, em 12.02.10

O PS foi o partido mais votado nas eleições legislativas de 27 de Setembro de 2009. Na sequência das eleições, José Sócrates (eleito, no último congresso, secretário-geral daquele partido) foi convidado, pelo Presidente da República, a formar governo e tomou posse como Primeiro-ministro. O programa do novo Governo não foi rejeitado na Assembleia da República pelos partidos da oposição que, em conjunto, constituem a maioria absoluta. Agora, passados 4 meses de governação, foi «descoberto», através de escutas telefónicas, um «plano» de José Sócrates para controlar a TVI e outros órgãos de comunicação social. A oposição, as oposições, descartadas responsabilidades criminais pelos Tribunais competentes, falam num ataque à liberdade de expressão e dizem que José Sócrates não tem condições políticas para governar, mas nenhum partido com representação parlamentar apresenta uma moção de censura na Assembleia da República com o objectivo de destituir o governo, nem o Presidente da República usa os seus poderes constitucionais para demitir o primeiro-ministro. Isto só pode significar que os partidos da oposição não acreditam no que dizem ou o que dizem não corresponde ao que os portugueses pensam e, por isso, não querem eleições antecipadas. E perante isto, que solução habilidosa tiraram da manga? O Partido Socialista devia substituir o primeiro-ministro por outro socialista no quadro parlamentar existente. Parece um argumento da série «Mentes criminosas». Em democracia só deve governar quem ganha as eleições. Não são permitidos truques e outras magias.

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publicado às 01:07



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