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Novidades.

por Tomás Vasques, em 15.01.10

Manuel Alegre disse, hoje, num jantar em Portimão, que está disponível para ser candidato às próximas presidenciais. A minha prima Hermenegilda, que nunca acreditou nesta disponibilidade, vai dar saltos de contentamento.

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publicado às 22:07

Casamentos de Santo António.

por Tomás Vasques, em 15.01.10

 

Bagão Félix insurgiu-se na, RTP 1, contra a admissibilidade dos casamentos gay nos «casamentos de Santo António», alvitrando que se trata de uma «ofensa à Igreja». Não é verdade. Vamos aos factos: os «casamentos de Santo António» apareceram patrocinados pelo Diário Popular, a partir de 1958, com o intuito de proporcionar um casamento digno a gente pobre. Mas só eram admitidos os «casamentos pela Igrejas», na linha ideológica de «Deus, Pátria, Família». Esta iniciativa acabou em 1974. Em 1997, a Câmara de Lisboa retomou a iniciativa com um sentido mais amplo: sob a égide do Santo António, no dia 12 de Junho, e sob a designação de «casamentos de santo António», começaram-se a celebrar casamentos muçulmanos na Mesquita de Lisboa, casamentos civis no Museu da Cidade e casamentos católicos na Igreja de Santo António. O sentido era óbvio: retomando a tradição, quebraram-se os tabus do «antigamente». A iniciativa, que manteve o objectivo inicial (permitir um casamento digno a pessoas de fracos recursos económicos), democratizou-se, permitindo que pessoas que não se podiam casar «pela Igreja» (divorciados que tinha casado pela igreja no primeiro casamento) ou a quem não queria casar pela Igreja Católica, pudessem ser abrangidos. Não sei se o Santo António foi um santo casamenteiro, mas é essa a lenda. E se foi um santo casamenteiro não se deve importar, tanto quanto Bagão Félix, que se realizem sob a sua égide todos os casamentos admitidos por lei. Questão diferente é a minha opinião pessoal: acho que casamentos de Santo António são uma «piroseira» e que os gays deviam fugir desse folclore a sete pés. Mas o seu direito a concorrer é inalienável.

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publicado às 21:54

Orçamento. Cultura.

por Tomás Vasques, em 15.01.10

Estou à espera da aprovação do Orçamento, mas pelo rumo que as coisas levam, não me parece que, na área da Cultura, este governo melhor em relação ao anterior. E o anterior foi mau. Eu sei – todos sabemos – que as prioridades são outras: o crescimento económico e a o combate ao desemprego. Mas parece-me que esta questão, a da Cultura, é mais de sensibilidade e menos de prioridade, apesar de ser uma prioridade sensível. Quando não há estratégia não há dinheiro que a invente, e quando não há dinheiro não há estratégia que se aguente. Mas sem estratégia e sem dinheiro só Deus sabe o que vai acontecer…

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publicado às 14:51

Citações.

por Tomás Vasques, em 15.01.10

A agência de rating Moody"s disse anteontem que a nossa economia não corria o risco de "morte súbita", mas corria o risco de "morte lenta". (…)

Desde 1820 que Portugal sempre viveu na iminência de uma morte lenta. A quem anda nervoso, aconselho a leitura de um livro bastante instrutivo, publicado em 1871, de um tal sr. Ferreira Lobo, e que se chama apropriadamente As Confissões dos Ministros de Portugal (1832 a 1871). Em 180 páginas, esses ministros "confessam" três coisas. Primeira que no ano anterior o défice cresceu e se fizeram novas dívidas (algumas delas ruinosas) no mercado interno e no estrangeiro, mas que no ano corrente o governo espera, se não anular, reduzir significativamente o défice e a dívida. Segunda, os ministros declaram que o país "não comporta mais tributos", excepto, como é óbvio, os necessários para "aliviar" os males da Pátria. E, terceira, os ministros prometem "introduzir" em definitivo "princípios de ordem e regularidade" no Orçamento.(…)

A confiança nos "recursos" de Portugal variava de época para época e o medo dos "resultados fatais" da desordem financeira nunca verdadeiramente desapareceu. Claro que, de quando em quando, Portugal falia ou roçava a falência. Só que não acabava. Ou, se quiserem, acabou às mãos de Salazar. A Moody"s não nos conhece.

 

Vasco Pulido Valente, Público, 15.01.10

 

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publicado às 09:09

Quadraturas.

por Tomás Vasques, em 15.01.10

Hoje, na Quadratura do Círculo, na SIC N, António Lobo Xavier proferiu uma daquelas frases ocas, propagandísticas, que permite citações e, para os incautos, parece resultar de uma aturada reflexão: «o PSD não pode ser o líder da oposição e, simultaneamente,   o principal sustentáculo do governo». António Lobo Xavier sabe que o PSD e o Presidente da República são, seguramente, as principais vitimas da queda do Governo, como resultado da não aprovação do Orçamento. Eleições em Abril, com o PSD a navegar no «espaço etéreo», com uma líder que prometeu abandonar a liderança após a discussão do Orçamento e que sofreu uma das maiores derrotas eleitorais do partido; e com um congresso, proposto por Santana Lopes, em simultâneo com a convocação de eleições internas, em que se digladiam, nos bastidores, mil tendências, é o anúncio do desastre. Cavaco Silva já espreitou o perigo e mostrou-se esperançado num acordo. Pinto Balsemão, depois de dizer que o PSD estava à beira do suicídio colectivo, deu um passo atrás quando percebeu que o seu partido ia aprovar o Orçamento: há vida no PSD, disse. Em eleições antecipadas e prematuras, a vitória previsível do PS (e se subisse, pelo menos meio ponto percentual) era a morte política do PSD por muito tempo e do cavaquismo eternamente. É evidente que António Lobo Xavier deseja isso. O que é estranho é que Pacheco Pereira foi atrás. Deve andar muito cansado: a luta que mantém contra os blogues dos «assessores do governo» não o deixa dormir.

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publicado às 00:49



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