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Na Venezuela – o país laboratório do «socialismo do século XXI» (o «socialismo» cubano continua a marcar passo no século XIX) – há duas economias: a oficial, onde circula o bolívar; e a paralela, onde o dólar é a moeda de troca. Mais de metade dos venezuelanos têm dólares escondidos nos colchões e em outros alçapões e esconderijos ou em contas bancárias nos Estados Unidos (aliás, como em Cuba, o que parece ser uma característica do «socialismo» tropical). Agora, chega-nos a notícia que Hugo Chávez decidiu reanimar a moribunda economia venezuelana à custa dos dólares escondidos e criou duas taxas de câmbio: desvalorizou o bolívar 50% na aquisição de bens não essências; enquanto na aquisição de bens essências, como alimentos e medicamentos, a taxa de câmbio mantém-se praticamente igual. Os dólares não servem, pois, para comprar pão, leite ou carne, mas sim para comprar electrodomésticos, carros ou produtos de beleza. Mas, acontece, que a maior parte dos produtos não essenciais vendidos na Venezuela são importados e, com esta medida, os dólares seguem directamente para o estrangeiro. E, por isso, Chávez prometeu aumentar o preço dos produtos não essências importados, fazendo voltar tudo à estaca zero. Ou seja: o aumento dos preços dos produtos importados anula a desvalorização do bolívar. E, assim, os dólares continuam debaixo do colchão. De facto, gerir uma economia «socialista» é uma tarefa muito complexa.

 

(Publicado aqui).

 

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publicado às 20:30

Citações.

por Tomás Vasques, em 11.01.10

 

Há, neste momento, fora dos principais partidos, várias figuras com provas dadas no passado e grande impacto mediático no presente. Sirva de exemplo entre todas o fiscalista Medina Carreira. Mas estou também a pensar em António Barreto, Luís Campos e Cunha, Ernâni Lopes e Artur Santos Silva. O diagnóstico que fazem é coincidente em muitos aspectos. Mas não chega perorar nos jornais e nas televisões. Se, de facto, consideram o país atado num nó górdio, é tempo de deixarem o conforto da advocacia, da vida académica, da finança e das fundações. Dizer que os outros fazem mal, sem se proporem fazer melhor (e como), não serve de nada. As eleições presidenciais são o momento ideal para se apresentarem como alternativa ao establishment. A dúzia de comentadores que os incensa diariamente tem de perceber que estas coisas têm de ter consequências. Falta um ano. Tempo de sobra para apresentarem soluções. E depois ir a votos. Se continuarem na posição de oráculos vitalícios perdem o respeito da opinião pública. Clareza com clareza se paga.

 

Eduardo Pitta.

 

 

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publicado às 15:04

Agenda cultural.

por Tomás Vasques, em 11.01.10

 

Korda – Conhecido Desconhecido, exposição fotográfica do cubano Alberto Korda (1928, Havana – 2001, Paris), na Cordoaria Nacional até 31 de Janeiro. A mostra do autor da célebre fotografia de Che  Guevara reúne 200 fotografias, na sua maioria inéditas, seleccionadas de entre milhares de fotogramas do autor e retiradas de arquivos pessoais de vários amigos e colaboradores, abrangendo temas tão diversos como a actividade criativa dos Studios Korda, a moda, o povo, a mulher, o mar e, naturalmente, os líderes revolucionários.

 

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publicado às 09:10



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