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Notícias da crise.

por Tomás Vasques, em 26.11.09

Há más notícias para os optimistas da recuperação económica. Um novo abalo sísmico vai atingir a Banca e os mercados financeiros internacionais a curto prazo. O vento sopra agora do Dubai: a maior empresa imobiliária – uma empresa pública – não tem dinheiro para pagar os encargos financeiros imediatos (2,3 mil milhões de euros) e pediu uma moratória até Maio do próximo ano. Trata-se apenas de um compasso de espera (com capitalização de juros), já que o «conceito» imobiliário-turístico do Dubai foi chão que deu uvas, uma loucura desmedida para ser mais rigoroso. A divida total do Dubai está nos 53 mil milhões de euros e, mais cedo ou mais tarde, vai levar alguns Bancos à falência ou a pedirem «amparo de mãe» aos respectivos Estados. E lá se vai o controlo do deficit para o maneta outra vez ou o aumento de impostos sobre quem só conhece o Dubai através de fotografia . A crise vai ser longa e, como diz a sabedoria popular, no poupar é que está o ganho.

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publicado às 22:59

Acelerar em ponto morto só provoca barulho.

por Tomás Vasques, em 26.11.09

Depois da «Face Oculta», a Polícia Judiciária desencadeou hoje uma nova operação. Esta chama-se «Operação Paella» e já tem 10 arguidos. Já percebemos que a PJ é muito criativa quanto ao nome das operações e que constituir arguidos é num abrir e fechar de olhos. O que precisamos agora, para sair deste pântano em que nos afundamos, é que o Ministério Público produza acusações e se realizem os julgamentos. Senão ficamos por aqui: ontem a Operação Face Oculta», hoje a «Operação Paella», amanhã, quem sabe, a «Operação Revueltos com Espargos», com centenas de arguidos, mas as acusações e os julgamentos ficam para as calendas lusas. Assim não vale a pena ser tão criativo no nome das operações.

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publicado às 18:19

O buraco do ozono.

por Tomás Vasques, em 26.11.09

 

É, sem margem para dúvida, um grande avanço para a saúde pública na Europa a Resolução hoje aprovada no Parlamento Europeu, promovida pela eurodeputada Edite Estrela, sobre a proibição total de fumar em espaços públicos fechados. Pelo tom das notícias (não li o texto na íntegra) a Resolução não confere a liberdade de existirem espaços públicos fechados para fumadores (ou para quem, mesmo não sendo fumador, os queira frequentar). Se assim for é mais uma Resolução do Parlamento Europeu a atentar contra a liberdade individual. É muito fácil ao Parlamento Europeu vestir o fato de vinil e brandir o chicote contra os fumadores, mas não é por aqui que vão tapar o «buraco do ozono». Se aparecerem de fato de vinil e chicote na mão em Copenhaga a falar contra as emissões de carbono, a China e os EUA não perdem a oportunidade de vos dar umas palmadinhas no rabo.

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publicado às 15:49

Diálogos à «esquerda».

por Tomás Vasques, em 26.11.09

Há dias, Manuel Alegre, na Revista Ops!, pedia às «esquerdas» que fossem capazes de comunicar e estender pontes para o diálogo, lembrando o declínio da social-democracia europeia e a sua «colonização pelo neo-liberalismo». Hoje, no Avante, José Casanova (estou certo que leu o texto de Manuel Alegre) deu o seu contributo para o «diálogo» proposto explicando o motivo pelo qual a social-democracia chegou a esta situação: «Os efeitos do ataque à democracia de Abril, iniciado há trinta e três anos pelo Governo Mário Soares/PS, são visíveis todos os dias em todas as áreas da vida nacional. Daquela que foi a mais avançada, a mais progressista, a mais participada, a mais justa – e, por isso, a mais moderna – democracia alguma vez existente em Portugal, pouco resta.» Como começo de conversa, acho bem que se troquem umas ideias sobre a democracia. Quando toda a «esquerda» aceitar que o período entre o 25 de Abril de 74 e o 25 de Novembro de 1975 foi a mais avançada, a mais progressista, a mais participada, a mais justa – e, por isso, a mais moderna – democracia alguma vez existente em Portugal, estaremos, então, preparados para formar um governo das «esquerdas». Até lá vou acompanhando o diálogo com muito interesse.

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publicado às 11:28

Cálculos.

por Tomás Vasques, em 26.11.09

Ontem, no jogo FC Porto – Chelsea, vi um jogador atirar-se sem dó nem piedade às pernas de um adversário. O comentador de serviço ao jogo, de imediato, explicou-me tecnicamente o que tinha acontecido: «o jogador calculou mal o tempo de entrada do “carrinho” e apanhou as pernas do adversário.» Tal como no futebol, na política também anda muita gente a «calcular mal o tempo de entrada do «carrinho».

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publicado às 09:55



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