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Corrupção e outros crimes.

por Tomás Vasques, em 07.11.09

Quando uma investigação policial relaciona «personalidades públicas», directa ou indirectamente, com a suposta prática de um crime, o «caso» mediatiza-se à velocidade da luz e estimula toda a gente a «apreciar as provas» e a «julgar» e «condenar» os visados. Sem apelo, nem agravo. É uma má prática democrática num Estado de Direito. Então quando a «personalidade pública» é da esfera política, há rancores e lutas partidárias que transformam meros indícios ainda em investigação em conclusões e condenações imediatas. É a ignorância sobre o conjunto dos factos que sustenta estes linchamentos públicos antecipados, como foi a ignorância dos julgadores em astronomia que determinou a condenação de Galileu pela Igreja. Estas «condenações» na praça pública, sem conhecimento dos factos e do Direito que os integra, têm ainda dois outros inconvenientes: um, uma vez absolvidos os visados pelos tribunais competentes, quem os «julgou» na praça pública diz de imediato que «os tribunais estão ao serviço dos poderosos»; dois, a morosidade das investigações e dos julgamentos «condena» durante anos e anos eventuais inocentes, o que desprestigia a Justiça e enfraquece a democracia, para além dos prejuízos pessoais do visado. Não sou dos que, ainda a investigação anda à nora, já decidiram que «a Maddie morreu e a mãe escondeu o corpo» ou que «as escutas a Vara e Sócrates são criminalmente relevantes», quando o Ministério Público ainda analisa os factos. Caro Paulo: sou dos que, ficando muito satisfeito com todas as acções de investigação à corrupção e a todos os tipos de crimes que infectam a democracia, não atira pedras antes de investigações completas e julgamento dignos, seja a quem for. Aguardo as decisões finais dos Tribunais, apesar da morosidade dessas decisões. Prefiro não condenar um criminoso a condenar um inocente. É uma questão de princípio.

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publicado às 11:16

Culpas e inocências.

por Tomás Vasques, em 07.11.09

Há quem, na blogosfera, alinhe em linchamentos públicos, procurando substituir-se à investigação policial e aos tribunais. Em nenhum caso me pronuncio sobre a matéria em investigação, seja quem estiver envolvido, e independentemente do tipo de crime. Apesar dos muitos defeitos e da lentidão, acredito na Justiça. Em certas situações, emito uma opinião política. Por exemplo, dada a situação, Dias Loureiro devia ter renunciado ao cargo de conselheiro de Estado muito mais cedo do que o fez, como agora digo que José Penedos, presidente do conselho de administração da Rede Eléctrica Nacional já devia ter pedido a demissão. Não se trata de assumir culpas ou inocências, trata-se de manter a dignidade dos cargos para os quais foram nomeados.

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publicado às 00:11



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