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Efemérides.

por Tomás Vasques, em 04.11.09

Faz parte dos nossos hábitos comemorar os acontecimentos históricos relevantes, como forma de perpetuar o seu significado (e as suas consequências) na memória colectiva. Ainda cultivamos hoje a comemoração do 1º de Dezembro de 1640, do 5 de Outubro de 1910 ou do 25 de Abril de 1974, o que significa para muitos de nós apenas um dia de lazer ou de praia. Por estes dias comemora-se o vigésimo aniversário da queda do muro de Berlim (tão perto e já tão longe), acontecimento que alterou substancialmente o mundo em que vivemos. Num ápice, de um dia para o outro, o «mundo socialista», construído durante grande parte do século XX, desfez-se como um castelo de cartas. Mas, neste acontecimento, o que impressiona, do ponto de vista teórico, é a incapacidade (ou a preguiça) dos comunistas entenderem o que se passou durante as seis décadas de «construção do socialismo» e que terminaram, definitivamente, há vinte anos. Em O Socialismo Traído, (Edições Avante, Setembro de 2008), da autoria de Roger Keeran e Thomas Kenny, ambos militantes do partido comunista dos EUA, insiste-se que não havia qualquer crise grave na sociedade soviética que justificasse o colapso do regime. A tomada do poder pela «classe operária» num país feudal, o desaparecimento de quase todo o comité central do partido, entre 1936-38, com uma bala na nuca, com se fosse a pneumónica, não contam, como não contam a feroz repressão sobre todos os cidadãos, a ditadura de partido único ou o gulag, aquela «experiência» que a Rita, a novel deputada do PCP ainda não estudou. Os vinte anos que passam sobre a queda do muro de Berlim significam que se fez a prova de que o socialismo – entenda-se o que se entender sobre «socialismo -  é indissociável da liberdade e da democracia.

 

(Publicado aqui).

 

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publicado às 23:00

Medina Carreira.

por Tomás Vasques, em 04.11.09

Medina Carreira afirmou ontem que a democracia pode estar em causa. É uma afirmação preventiva: a democracia está sempre em causa. Gosto de Medina Carreira (que conheço pessoalmente). Posso discordar de parte do que diz e escreve, mas isso é irrelevante. É um apaixonado pela intervenção cívica (e política) e um estudioso compulsivo (alicerçando em muito labor as suas convicções), ao contrário de muitos papagaios que por aí circulam debitando aleivosias a torto e a direito sem conhecimento que lhes permita sair da mesa do café.

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publicado às 22:46

Livros.

por Tomás Vasques, em 04.11.09

 

Li em Agosto, numa viagem de avião, o romance Palestina de Hubert Haddad (Tunes, 1947), editado este ano pela Quetzal, com tradução de Ana Cristina Leonardo. Gostei da arquitectura da história e da forma simples e fluida como o autor narra a experiência e os sofrimentos na Cisjordânia descobertos por um soldado israelita feito prisioneiro, sem referências, nem memória.  Foi-lhe atribuído o Prémio Renaudot de Poche deste ano, o que muito me satisfaz enquanto leitor. A riqueza e o dramatismo do tema (o conflito israelo-árabe) são sempre atractivos que contribuem para a atribuição de prémios, mas Hubert Haddad ensinou-me mais (em 140 páginas) sobre «aquele mundo» do que eu poderia ter aprendido em cem crónicas sobre os dramas daquele eterno conflito.

 

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publicado às 20:00

A César o que é de César.

por Tomás Vasques, em 04.11.09

A propósito desta notícia, Leonor Barros, no Delito de Opinião, pergunta muito a propósito: «Por acaso a sociedade civil exige um referendo ao celibato dos padres?»

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publicado às 17:58

Coisas simples.

por Tomás Vasques, em 04.11.09

Durante a prolongada campanha eleitoral para as legislativas, alguns «bem pensantes» da blogosfera (sobretudo à direita do PS), de verbo fácil, mas oco, insistiam que os portugueses viviam pior neste ano de graça eleitoral do que antes do primeiro governo chefiado por José Sócrates. Aqueles que votam (e que decidem com o seu voto) sabiam que isso não era verdade. Os técnicos da Comissão Europeia, também concluíram que «o poder de compra médio dos portugueses que conseguiram manter o seu emprego está a registar este ano a maior subida desde 1992 e a mais acentuada entre todos os países da zona euro.» Avisem esses amigos «bem pensantes» que já ninguém corre atrás de foguetes.

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publicado às 12:04



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