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Leituras.

por Tomás Vasques, em 06.09.09

 

Mário Vargas Llosa escreve no El País sobre a leitura de Millennium, a trilogia de Stieg Larsson:

 

  

«A que acabo de pasar unas semanas, con todas mis defensas críticas de lector arrasadas por la fuerza ciclónica de una historia, con la felicidad y la excitación febril con que de niño y adolescente leí la serie de Dumas sobre los mosqueteros o las novelas de Dickens y de Victor Hugo, preguntándome a cada vuelta de página "¿Y ahora qué, qué va a pasar?"»

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publicado às 08:39

Jerónimo de Sousa Vs. José Sócrates.

por Tomás Vasques, em 05.09.09

Jerónimo de Sousa demonstra sérias dificuldades nestes «debates» televisivos. Desde logo pelas suas próprias características, mas principalmente por razões de estratégia comunicacional: o PCP não quer «assustar», com um discurso radical e empolgado, franjas do eleitorado que, descontentes com o governo, são susceptíveis de transferir o seu voto para o PCP. Jerónimo de Sousa quer dizer a essas franjas: votem no PCP que os comunistas não «comem criancinhas ao pequeno-almoço». Esta estratégia permite ao adversário, sobretudo devido ao formato dos «debates», expor à vontade, quase sem contestação, o que tem para dizer. Jerónimo de Sousa não deixa de defender as posições do PCP, mas fá-lo de forma tão «suave», tão «social-democrata» que dá a ideia que ter mais um ou menos um deputado eleito ou ficar à frente ou atrás do BE são questões decisivas na estratégia do partido. José Sócrates aproveitou a ocasião, naturalmente.

 

(Publicado aqui).

 

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publicado às 22:06

Treinador de sofá.

por Tomás Vasques, em 05.09.09

 

O jogo de hoje, entre Portugal e a Dinamarca (como de resto em todos os jogos da fase de qualificação para o próximo mundial de futebol) demonstrou que nenhuma equipa de futebol pode ganhar sem treinador. Um adjunto não serve.

 

 

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publicado às 20:32

Roberto Bolaño.

por Tomás Vasques, em 05.09.09

A 26 de Setembro a Quetzal apresenta 2666, um dos romances póstumos de Roberto Bolaño, um dos melhores escritores latino-americanos contemporâneos ( A Teorema lançou em 2008 Os Detectives Selvagens e, este ano, a Estrela Distante) . O autor, chileno, nascido em 1953, morreu a 15 de Julho de 2003, com 50 anos. Duas semanas antes, em finais de Junho de 2003, Roberto Bolaño esteve presente no Primeiro Encontro de Escritores Latino-Americanos, em Sevilha, promovido pela editora Seix Barral, onde se encontraram doze escritores para falarem da nova geração literária latino-americana. Bolanõ não concluiu a tempo o texto que tinha previsto para o Encontro, com o título Sevilha me mata. Na ocasião leu outro (Os mitos de Cthulhu), mas a Seix Barral, em Janeiro de 2004, publicou os textos lidos pelos doze escritores, com prólogo de Guilherme Cabrera Infante, a que acrescentou, a abrir, o texto que Bolaño não leu. É um texto, curto, mas incisivo e polémico, onde responde à questão: de onde vem a nova literatura Latino-americana? A entrar, disse, sem doçuras «Vimos da classe média ou de um proletariado mais ou menos assente ou de famílias de narcotraficantes de segunda linha que já não querem mais tiros mas respeitabilidade.» A terminar, cáustico, rematou: «O tesouro que nos deixaram nossos pais ou aqueles que acreditávamos serem os nossos pais putativos é lamentável. Na realidade somos meninos presos na mansão de um pedófilo. Alguns de vocês dirão que é melhor estar à mercê de um pedófilo que à mercê de um assassino. Sim, é melhor. Mas os nossos pedófilos são também assassinos». Aguarda-se o 2666.

 

 

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publicado às 14:43

Livros.

por Tomás Vasques, em 05.09.09

 

 

Francisco José Viegas (O Mar em Casablanca) e Luís Sepúlveda (A Sombra do que Fomos) são duas das apostas da rentrée da Porto Editora, em Outubro. Ainda na ficção, até ao fim do ano, a Porto Editora lançará vários títulos, entre eles A Cabana, de de Wm. Paul Young; O Jogo da Verdade, de Sveva Casati Modignani e Contos de Vampiros, de vários autores portugueses. 

 

 

 

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publicado às 12:04

Farinha do mesmo saco.

por Tomás Vasques, em 04.09.09

Ontem Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã fizeram a prova de que o PCP e o BE são «farinha do mesmo saco». A «análise concreta da situação concreta» é rigorosamente a mesma, em todas as matérias. Quando um diz mata, o outro diz esfola. Os objectivos a alcançar, o modelo de sociedade a atingir é o mesmo. As diferenças estão apenas no caminho a percorrer para lá chegar. Os «beijos na boca» trocados entre os líderes dos dois partidos, denunciando a irmandade entre ambos, não agradou a quem, descontente com a «política de direita» do PS, se encosta ao BE, argumentando que entre o BE e o PCP há diferenças abissais. Não há. E isto, no debate de ontem, foi evidente.Pedro Correia fez um bom retrato do debate.

 

(Publicado aqui).

 

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publicado às 15:59

Citações.

por Tomás Vasques, em 04.09.09

A Guedes, a Prisa e o Aragon, Ferreira Fernandes, DN, 4 de Setembro de 2009.

«Em Maio de 68, na Sorbonne, o poeta Louis Aragon pediu a palavra. Foi assobiado. Aragon era comunista e o jornal comunista L'Humanité tinha insultado o movimento estudantil. Então, o líder deste, Cohn-Bendit, disse: "Estamos aqui porque defendemos a liberdade de expressão. Todos têm direito a falar, até os traidores" - e estendeu o microfone a Aragon. É o que me apetece, hoje, dizer: "O seu programa é abaixo de cão, mas até as jornalistas de programas abaixo de cão têm direito à palavra" - e estendia o microfone a Manuela Moura Guedes. Depois, eu virava-me para a Prisa, os patrões que a silenciaram, e dizia-lhe: "A vossa jornalista preveniu que vocês podiam ser muito estúpidos, mas nunca pensei que vocês o fossem tanto." A semanas das eleições, a Prisa só fez aquilo pensando que podia ganhar alguma coisa. Ora pensar que algum partido podia sentir-se agradecido é considerar que esse partido é estúpido ou imoral. E não. Nem o PS é estúpido para pensar que ganha com o fim daquela coisa, nem o PSD é imoral para agradecer a suja benesse que lhe deram. Isso digo eu, que sei que os portugueses e os seus grandes partidos valem mais do que aquilo por que a Guedes e a Prisa os tomam. »

 

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publicado às 08:42

Liberdade de expressão. TVI (2)

por Tomás Vasques, em 04.09.09

Manuela Moura Guedes podia ter passado à reforma, quando fosse a altura própria, como uma jornalista de causas políticas, que sacrificara a isenção informativa às suas convicções políticas e aos seus «ódios de estimação». Até se podia considerar uma desbragada do ponto de vista deontológico, mas nada que beliscasse as regras democráticas, antes pelo contrário. A suspensão do seu programa, decidida pela Administração da empresa proprietária da TVI, ainda por cima em período eleitoral, alcandorou Manuela Moura Guedes a mártir da liberdade de imprensa. Essa qualidade já ninguém lhe tira. Fica por resolver a questão essencial: os principais órgãos de comunicação social – televisões, rádios e jornais –, sobre os quais recaem o grosso do exercício da liberdade de imprensa, são propriedade de grupos económicos privados, o que nos remete para uma questão delicada, a saber: a liberdade de imprensa, em democracia, é tão frágil que depende dos interesses destes grupos económicos? E se, por exemplo, amanhã a administração da Sonae decidir dispensar o director do Público (como hoje circulou nos mentideros), o qual se tem distinguido pela crítica ao governo, como a administração da Média Capital dispensou Moura Guedes? Quem está a «manobrar os cordelinhos»? O governo ou os grupos económicos? Parece que esta questão da liberdade de imprensa é mais profunda do que a espuma dos dias nos quer fazer acreditar.

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publicado às 00:35

Liberdade de expressão. TVI.

por Tomás Vasques, em 03.09.09

A Administração da TVI – uma empresa privada, de capitais maioritariamente espanhóis, lembre-se – decidiu suspender o Jornal Nacional de Sexta-Feira, apresentado por Manuela Moura Guedes.  Todos conhecemos a marca anti-José Sócrates do Jornal agora suspenso, como conhecemos os litígios entre o primeiro-ministro e a TVI. Por isso, esta decisão da Administração da TVI, injustificável do ponto de vista das audiências, a menos de um mês das eleições, põe justificadamente em causa a liberdade de expressão e, ao mesmo tempo, prejudica a imagem de José Sócrates, a quem se quererá assacar influência na decisão. Talvez, injustificadamente. A Administração da TVI, com a sua decisão, interfere na campanha eleitoral.

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publicado às 15:19

O primeiro debate.

por Tomás Vasques, em 03.09.09

Hoje liguei a televisão, o que já não acontecia há quase um mês. A última vez, que me recorde, foi para ver a subida da Volta a Portugal em bicicleta à senhora da Graça. Quis ver o debate entre José Sócrates e Paulo Portas. É difícil colocar-me de um ponto de vista isento, e mais difícil ainda colocar-me na posição de quem espera destes debates uma luz que lhe ilumine a decisão de voto a 27 de Setembro. Apesar disso, inclino-me para dizer que, confrontados os argumentos dos dois líderes partidários nas diferentes matérias questionadas, José Sócrates terá convencido melhor do que Paulo Portas. Fico na dúvida, quanto ao aumento do desemprego, se é entendido o peso da crise internacional. Se é bem entendido por quem ainda espera a luz nestes debates, a margem de convencimento de José Sócrates melhora, já que na segurança, no ensino e nas questões sociais o confronto correu bem, sobretudo atendendo que é mais fácil dizer que está mal do que fazer. E fazer em tempos de profunda crise económica e financeira. O que me parece despropositado é o triunfalismo das hostes, de um lado e de outro, hasteando vitórias inequívocas, o que revela que só têm a pretensão de falar «para dentro», demitindo-se de dar um contributo junto daqueles que ainda não decidiram. Agora só ligo a televisão para ver o Dinamarca-Portugal.

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publicado às 00:00

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