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Não governam, nem se deixam governar.

por Tomás Vasques, em 28.08.09

Dos últimos quatro primeiros-ministros, ou seja, na última década, o actual primeiro-ministro é o único que termina o seu mandato e se apresenta a novas eleições. Isto disto muito sobre a governabilidade deste país.

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publicado às 23:03

Grunhidos.

por Tomás Vasques, em 28.08.09

Passando os olhos pela opinião escrita, sobretudo nos blogues, percebe-se que, em certos meios, a narrativa política e o debate são de uma pobreza confrangedora. Mete dó. Com a agravante de muitos dos seus autores estarem vaidosamente convencidos que têm dentro da sua cabeça um «mundo novo» ou um «novo regime». Não produzem uma ideia, não fabricam um pensamento. Destilam grunhidos, como as claques de futebol mais violentas. Os exemplos são muitos, mas os mais frequentes são a associação de José Sócrates ora a Pinochet ora a Estaline ou Manuela Ferreira Leite a Salazar. Esta pobreza introduzida no debate político só pode aviltar a democracia. Talvez seja essa a intenção.

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publicado às 22:44

Citações.

por Tomás Vasques, em 28.08.09

«Assim, se a chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001; a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19% ; promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003; consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004; e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros. No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".»

 

Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 28 de Agosto de 2009.

 

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publicado às 17:01

O PSD quer suspender o país.

por Tomás Vasques, em 28.08.09

As coisas são o que são e não adianta muito disfarçar. Portugal ainda está muito próximo, mesmo com telemóveis e computadores, do país retratado por Eça de Queirós, há quase 150 anos, nas suas crónicas da política, das letras e dos costumes. Não é uma existência, é uma expiação – escrevia, então, o autor das Farpas. Esta expiação não é de hoje, nem de ontem. Não resulta só da primeira República e do Estado Novo. Como já explicaram Alexandre Herculano e Antero de Quental vem do modelo económico que resultou das Descobertas, o qual permitiu que todo o país se habituasse a produzir muito pouco e a estar permanentemente de mão estendida à caridade do Estado; do absolutismo monárquico que entrevou a tolerância, que se tinha aprendido na convivência com Mouros e Judeus, e as liberdades; e, por fim, por via dos jesuítas, expulsámos os judeus, e com eles o saber, a iniciativa e o dinheiro que fazia falta à mudança de paradigma económico. E, assim, aos solavancos, este pobre país caminhou até hoje. Nos últimos 4 anos surgiram alguns sinais de que era possível sair da letargia medíocre em que todos estão acomodados, apesar de meio país ter saído para a rua a defender a sua acomodação. Ontem soubemos que, se o PSD ganhar as eleições, suspende-se o TGV na sua ligação à Europa, suspende-se o novo aeroporto, suspende-se a avaliação de professores, suspende-se…. Suspender é o verbo que nos suspende desde o século XVII. O «país da tanga« está a bater outra vez à porta. Será que o vão deixar entrar?

 

(Publicado aqui)

 

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publicado às 14:08



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