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||| À volta da memória.

por Tomás Vasques, em 16.07.09

Ainda ontem escrevi, aqui, que se a história é uma permanente armadilha, a memória, essa, arrasta-nos para territórios recônditos, onde muitas vezes nos recusamos entrar. E, hoje, Alberto João Jardim, que tem memória e conhece a Constituição, estendeu uma passadeira vermelha para a presidente do PSD chegar ao Chão da Lagoa.

 

(Adenda: há quem se embrulhe em palavras para tentar explicar a «tese» de Alberto João Jardim. A coisa é simples: trata-se apenas de uma questão interna do PSD).

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publicado às 22:00

||| Lisboa [3]

por Tomás Vasques, em 16.07.09

Vagueio por Lisboa como quem está em férias. Vou encontrando aqui ou ali velhos amigos e conhecidos. Hoje à tarde encontrei, no Chiado, o Augusto Cid com quem troquei dois dedos de conversa. Ele disse-me que é apoiante de José Sá Fernandes. Abri a boca. Ele viu o ponto de interrogação. «Já o tinha apoiado há dois anos» – explicou-me. Distracção minha – disse – ao que ele acrescentou: «Os meus amigos do PSD estão todos lixados». Pudera! - Disse-lhe, soltando uma gargalhada. Gosto destes «cruzamentos» de opções de voto que, muitas vezes, baralham as aritméticas eleitorais.

 

 

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publicado às 20:32

||| Lisboa [2]

por Tomás Vasques, em 16.07.09

A história é uma permanente armadilha, tanto para o bem, como para o mal. Foi o que me ocorreu, hoje, depois de saber que Helena Roseta será a número 2 da Lista do PS, encabeçada por António Costa, à Câmara de Lisboa. Era uma inevitabilidade política, por via contabilística, para ambas as partes, cujo mérito se deve única e exclusivamente a António Costa, depois de já ter dado um nó cego ao BE com Sá Fernandes. E se a história é uma permanente armadilha, a memória, essa, arrasta-nos para territórios recônditos, onde muitas vezes nos recusamos entrar. Para não me deixar atraiçoar pela memória estive a reler o texto de Francisco Martins Rodrigues, publicado no Revolução Popular,  «Luta de classes ou unidade de todos os portugueses honrados»? Não cheguei, ainda, a nenhuma conclusão.

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publicado às 00:09

||| Há declarações políticas deliciosas!

por Tomás Vasques, em 15.07.09

«Fazer coligações, é uma prova de fraqueza» – disse ontem Pedro Santana Lopes, candidato à Câmara de Lisboa pela coligação PSD, CDS-PP, MPT e PPM, que incluirá também cidadãos independentes.

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publicado às 15:03

||| S/título, aguada sobre papel de embrulho.

por Tomás Vasques, em 15.07.09

Esta é de antologia, por isso dispensa qualquer comentário.

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publicado às 00:28

||| Hermínio da Palma Inácio (1922-2009).

por Tomás Vasques, em 14.07.09

 

Morreu hoje Hermínio da Palma Inácio. Um homem integro, desprendido, generoso, um revolucionário romântico que fez da sua vida um combate pela liberdade sem nada querer em troca. Esteve no Golpe dos Militares, em 1947, desviou um avião comercial para lançar sobre Lisboa milhares e milhares de panfletos, assaltou o Banco de Portugal, na Figueira da Foz. Esteve na clandestinidade. Foi preso. Fugiu da prisão. Em 1974 foi o último preso político a ser libertado de Caxias. Sempre viveu com modéstia, a mesma modéstia com que nasceu. Um amigo do seu amigo, como poucos. Tenho ainda, à espera de serem «trabalhadas», num caderno de capa preta, as notas que resultaram de uma conversa sobre o assalto ao Banco de Portugal. Honro a sua memória.

 

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publicado às 14:37

||| Lisboa.

por Tomás Vasques, em 14.07.09

 

António Costa apresentou, ontem, ao fim do dia, no Jardim de S. Pedro de Alcântara, a sua candidatura a Lisboa. Neste momento, os dados ainda não estão todos lançados: o «dossier» Helena Roseta ainda não está arquivado, segundo a própria. No entretanto, enquanto se afinam ou desafinam outros apoios, o candidato socialista fixou já os aspectos mais relevantes, nos quais deve insistir porque a memória é curta: primeiro, não esquecer a razão pela qual se realizaram eleições antecipadas em Lisboa, depois da queda, a meio de um mandato, da «gerência» do PSD; segundo, este curto mandato (ainda não se completaram dois anos sobre a tomada de posse deste executivo municipal) tinha por objectivo «arrumar a casa», sobretudo a nível financeiro – o que foi feito, apesar de uma Assembleia Municipal politicamente adversa. Finalmente, propor as linhas de rumo estratégicas para o futuro da cidade, a iniciar no próximo mandato. A partir daqui, estão claramente em jogo dois modelos distintos de gestão de Lisboa e dois protagonistas também muito diferentes. Mas, para além da gestão da cidade, Lisboa continua a ser um laboratório político-eleitoral, sobretudo à esquerda.

 

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publicado às 13:15

||| Boas notícias.

por Tomás Vasques, em 14.07.09

O Francisco regressou ao A Origem das Espécies.

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publicado às 11:54

||| A Phala divulga O cachecol do Artista.

por Tomás Vasques, em 12.07.09

||| Agenda cultural.

por Tomás Vasques, em 12.07.09

 

 

A 3º edição do Festival Internacional de Saxofone de Palmela decorre entre 12 e 19 de Julho de 2009. O objectivo deste Festival é divulgar o saxofone através de um encontro de várias gerações de saxofonistas, apresentando o que há de melhor a nível nacional e internacional na área Clássica e Jazz.

 

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publicado às 20:40

||| É obra.

por Tomás Vasques, em 12.07.09

O actor republicano Arnold Schwarzenegger conseguiu o feito de levar a Califórnia à beira da bancarrota.

 

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publicado às 09:48

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 10.07.09

 

L. Ville (Quetzal), de Fernando Sobral, jornalista, cronista e escritor, é um policial onde o detective Manuel da Rosa percorre Lisboa, desde as memórias de outra Lisboa até às várias cidades em que hoje Lisboa se divide, em busca de quem alojou uma bala no coração de um antiquário: «Sentiu o aroma da comida muito condimentada. Sem saber porquê, acabava por regressar a África, quando passava pelo Martim Moniz. (…) As músicas cruzavam-se, assim como as vozes. Como num porto onde todos chegavam e queriam trocar conhecimentos, mesmo sem uma língua ou uma cultura comum

 

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publicado às 12:22

||| E se fossem dar uma volta ao bilhar.

por Tomás Vasques, em 09.07.09

Tomei conhecimento, pela Isabel, que El Corte Inglês está a ser investigado pela ASAE porque, em Dezembro, durante o período de saldos, praticou «vendas agressivas», a preços muito baixos.

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publicado às 23:51

||| O programa do PSD está no forno.

por Tomás Vasques, em 09.07.09

 

A liderança do PSD está desorientada e nervosa. Até às eleições europeias, o maior partido de oposição tinha fixado como objectivo retirar a maioria absoluta ao PS. Para tal, supôs, ninguém lhe exigiria um programa de Governo. Bastava criticar as medidas do Governo e andar de braço dado com toda a contestação, fossem camionistas, professores, polícias ou estivadores. Quem contestasse medidas do governo, independentemente da natureza da contestação, tinha sobre as costas o braço amigo do PSD. Mas os resultados das eleições europeias baralharam esta «estratégia» do contra. A nomenclatura do partido e os «companheiros de viagem» que espreitam em cada esquina, inebriados, começaram a espalhar aos sete ventos que a vitória nas próximas legislativas era possível. E é, porque em democracia não há vencedores antes das eleições, como no futebol não há vencedores antes dos jogos. E foi um sobressalto: se podemos ganhar temos que apresentar um programa de Governo – terão concluído. Num primeiro momento, e ainda sem uma ideia concreta sobre o assunto, reagiram à flor da pele, na linha da estratégia anterior: somos do contra. E, nessa linha, há 15 dias, Manuela Ferreira Leite, solicitada a concretizar o que ia fazer se dirigisse o próximo governo, foi clara: «Nós vamos rasgar e romper com todas as soluções que tem estado a ser adoptadas em termos de política económica e social para que tenhamos resultados diferentes». Esta frase não tem espinha. É só polpa. Mas, mesmo rasgando «todas as soluções», era evidente a necessidade de apresentar outras, em alternativa. E, passados quinze dias, a que conclusões é que chegaram? Às que Manuela Ferreira Leite disse hoje: «Rasgar, ninguém vai rasgar nada». E porquê? Porque «não há nenhuma medida anunciada por este Governo» com a qual Manuela Ferreira Leite discorde. Isto é o que chama não ter papas na língua. E ao assumir o programa do actual Governo como o programa do PSD, a líder do partido, justificou a sua opção com um malabarismo retórico: «a maioria delas não tenha passado de anúncio». No PSD, os «mestres pensadores» estão em maus lençóis.

 

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publicado às 23:36

|||Rasgar o quê?

por Tomás Vasques, em 09.07.09

«Rasgar, ninguém vai rasgar nada», disse hoje Manuela Ferreira Leite. Eu sabia. Podiam ter avisado a tempo Pacheco Pereira.

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publicado às 14:08




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